Contratado no fim de fevereiro para ser o sucessor de Jorge Sampaoli no
O meio-campista Conrado Ibarra, de 22 anos, viveu passagem marcante com o “Barba”, quando ainda fazia parte das categorias de base. Aos 15 anos, ele faltou a um treinamento com o “time de cima” e se surpreendeu com a atitude tomada pelo agora comandante do Galo.
Em 2020, como treinador da equipe de Santa Fé, Domínguez convocou alguns jovens para fazerem as atividades com o elenco principal. Porém, Ibarra não se ligou que o treinamento seria em dois períodos e acabou dormindo na hora da atividade da tarde. Ao ser acordado, correu para o local, mas foi proibido pelo treinador de participar com os demais companheiros.
Naquele momento, o jovem imaginava que ali estava decretado o fim do ciclo no clube de coração. Porém, ao contrário disso, ganhou uma tarefa especial: Eduardo Domínguez pediu para que o então lateral-esquerdo ficasse ao seu lado e, depois, fizesse uma análise de tudo o que acompanhou do treino. Mas a história não acaba por aqui.
Ao final do dia, Ibarra perguntou se estava liberado para ir embora. Domínguez, por sua vez, disse não. Ele pediu que o jogador o esperasse - o treinador foi para o banho -, e completou: “Diga a sua mãe que coloque um prato a mais na mesa. Vou jantar na sua casa”.
“Fiquei aflito naquele momento. Não sabia o que fazer e nem se minha mãe estava cozinhando. Peguei o celular e pedi minha mãe que fizesse algo gostoso”, relatou o meio-campista em entrevista ao programa Maganize da LT9 (La Nueva Nueve), de Santa Fé.
Conrado Ibarra durante duelo do Colón-ARG
O jantar
Radicado num bairro pobre, próximo ao Cemitério dos Elefantes (estádio do Colón), Conrado a princípio ficou intimidade e receoso desta visita de urgência. Naquela época, ele dividia o sonho de se profissionalizar no futebol com a tarefa de ajudar a mãe a vender milanesas.
“Hoje não quero que me veja como treinador. Quero que me veja como pessoa”, disse Barba a Ibarra. A visita do técnico foi justamente para conhecer a vida pessoal daquele jovem promissor e as suas origens para poder ajudá-lo um pouco mais.
“No início, fiquei bastante nervoso. Minha mãe disse a ele que aquele atraso não se repetiria. E eu também. Mas, depois de um tempo, me soltei e conversamos bastante”, relembrou Ibarra.