Comentarista do sportv, Paulo César Vasconcellos criticou duramente a atitude de Everson, do
A confusão começou aos 50 minutos do segundo tempo, após um choque entre Christian, meia do Cruzeiro, e o arqueiro alvinegro. O camisa 22 se exaltou e partiu para cima do jogador celeste, dando início à pancadaria.
Para PC, a atitude de Everson não condiz com a postura de um “homem de fé”. O comentário do jornalista se baseou no costume do goleiro atleticano de sempre carregar um terço consigo durante os jogos do Atlético.
“O Éverson, sempre que acompanhamos os jogos do Galo, sabemos que ele é um homem de fé. Eu respeito muito as pessoas de fé, independentemente da crença. Não é ideologia, é fé, é acreditar. Como homem de fé, eu sei que todos os dias erro em alguma coisa e procuro melhorar. O que o Everson fez ontem não é atitude de um homem de fé. O que ele fez a 20 segundos do final do jogo, um homem de fé não pode fazer”, criticou Paulo César Vasconcellos.
“Um homem de fé hoje já deveria ter se manifestado, dizendo: ‘Estou envergonhado. Cheguei em casa, meus filhos me olharam, minha mulher me olhou…’. É a partir do gesto do Éverson que aquilo degringola”, completou.
Pancadaria no Mineirão
O clássico entre Cruzeiro e Atlético ficou marcado por uma pancadaria nos minutos finais de jogo após Everson e Christian se desentenderem.
Matheus Candançan, árbitro da partida, relatou, em súmula, 23 expulsões - dentre elas, a do goleiro atleticano.
O juiz justificou 21 expulsões da seguinte maneira: “Expulso por, durante a briga generalizada, após o término da partida, desferir e atingir com socos e pontapés seus adversários, não sendo possível apresentar o cartão vermelho devido ao tumulto.”
As únicas justificativas diferentes foram para Everson, do Atlético, e Christian, do Cruzeiro. Uma dividida entre os dois foi o início da confusão. O arqueiro do Galo partiu para cima do meio-campista cruzeirense após segurar firme um rebote em finalização.
De acordo com a súmula, Candançan afirmou que Christian “atingiu com a canela a cabeça de Everson, com uso de força excessiva e intensidade alta”. A exclusão de Everson foi justificada por “partir para cima com brutalidade, atingir com o joelho o rosto do adversário”.