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Comentarista do sportv detona Everson por confusão no clássico: ‘Não foi homem de fé'

Atitude do goleiro foi o “estopim” para o início da briga generalizada no clássico entre Cruzeiro e Atlético, pela decisão do Campeonato Mineiro

Everson durante clássico contra o Cruzeiro, neste domingo (8)

Comentarista do sportv, Paulo César Vasconcellos criticou duramente a atitude de Everson, do Atlético, na final do Campeonato Mineiro contra o Cruzeiro, neste domingo (9). O goleiro foi o “estopim” para o início de uma briga generalizada entre cruzeirenses e atleticanos no fim da partida.

A confusão começou aos 50 minutos do segundo tempo, após um choque entre Christian, meia do Cruzeiro, e o arqueiro alvinegro. O camisa 22 se exaltou e partiu para cima do jogador celeste, dando início à pancadaria.

Para PC, a atitude de Everson não condiz com a postura de um “homem de fé”. O comentário do jornalista se baseou no costume do goleiro atleticano de sempre carregar um terço consigo durante os jogos do Atlético.

“O Éverson, sempre que acompanhamos os jogos do Galo, sabemos que ele é um homem de fé. Eu respeito muito as pessoas de fé, independentemente da crença. Não é ideologia, é fé, é acreditar. Como homem de fé, eu sei que todos os dias erro em alguma coisa e procuro melhorar. O que o Everson fez ontem não é atitude de um homem de fé. O que ele fez a 20 segundos do final do jogo, um homem de fé não pode fazer”, criticou Paulo César Vasconcellos.

“Um homem de fé hoje já deveria ter se manifestado, dizendo: ‘Estou envergonhado. Cheguei em casa, meus filhos me olharam, minha mulher me olhou…’. É a partir do gesto do Éverson que aquilo degringola”, completou.

Pancadaria no Mineirão

O clássico entre Cruzeiro e Atlético ficou marcado por uma pancadaria nos minutos finais de jogo após Everson e Christian se desentenderem.

Matheus Candançan, árbitro da partida, relatou, em súmula, 23 expulsões - dentre elas, a do goleiro atleticano.

O juiz justificou 21 expulsões da seguinte maneira: “Expulso por, durante a briga generalizada, após o término da partida, desferir e atingir com socos e pontapés seus adversários, não sendo possível apresentar o cartão vermelho devido ao tumulto.”

As únicas justificativas diferentes foram para Everson, do Atlético, e Christian, do Cruzeiro. Uma dividida entre os dois foi o início da confusão. O arqueiro do Galo partiu para cima do meio-campista cruzeirense após segurar firme um rebote em finalização.

De acordo com a súmula, Candançan afirmou que Christian “atingiu com a canela a cabeça de Everson, com uso de força excessiva e intensidade alta”. A exclusão de Everson foi justificada por “partir para cima com brutalidade, atingir com o joelho o rosto do adversário”.

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Mineiro, Daniel Costa é jornalista formado pela Universidade FUMEC (BH). Apaixonado por esporte e comunicação, atuou como cronista e repórter esportivo em veículos como Doentes Por Futebol, Deus me Dibre, Esporte News Mundo e Brasileirão. Hoje, colabora com o Itatiaia Esporte.

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