Liga Forte Futebol rebate declarações de Bruno Muzzi, CEO do Atlético
LFF divulgou comunicado oficial questionando trechos da fala de executivo do Galo

A Liga Forte Futebol (LFF) divulgou, nesta segunda-feira (17), um comunicado em que rebate declarações de Bruno Muzzi, CEO do Atlético. O executivo do Galo concedeu entrevista coletiva na última quinta-feira (13) e respondeu questionamentos sobre a saída da LFF e a adesão à Libra (Liga Brasileira de Futebol.
"Os valores precisam ser analisados sob a mesma base para garantir uma comparação justa. A proposta dos Investidores da LFF é 28% superior à proposta da Libra. Ou seja, se o Atlético vender 12,5% de seus direitos para a Libra, o clube receberá R$99 milhões. No entanto, se o Atlético vender a mesma porcentagem para a LFF, o clube receberá R$126 milhões", diz parte da nota.
As propostas atuais são por direitos televisivos de uma eventual competição entre os clubes brasileiros. Os investidores da Libra oferecem R$ 1,3 bilhão por 12,5% dos direitos, enquanto os parceiros da LFF pretendem pagar R$ 4,85 bilhões por 20% dos direitos comerciais do bloco.
Bruno Muzzi justificou a troca feita pelo Atlético como uma opção mais viável a longo prazo. O executivo disse que há possibilidade de receber um valor maior num segundo momento, uma vez que o percentual vendido inicialmente pela Libra é menor.
"O Atlético tem, nos critérios de distribuição da Libra, aproximadamente 6%, equivalente a R$125 milhões. Na Forte, por esses 6%, receberia R$75 milhões. Logo no primeiro ano teria diferença de R$50 milhões. E isso se perpetua por 50 anos", disse Muzzi em coletiva na última quinta-feira (13).
O comunicado da LFF afirma que a frase de Muzzi é falsa. Na nota, a direção do grupo ainda defende que "uma discussão saudável seja realizada sempre através de fatos".
Valores para o Atlético
O Atlético receberia R$ 217 milhões caso tivesse assinado com a LFF. O acordo com a Libra, que oferece valor menor por percentual menor, é de R$ 99 milhões. Aplicando a proporção, caso a LFF tivesse uma proposta sobre os 12,5%, o Galo receberia R$ 136 milhões - uma diferença de R$ 37 milhões.
Oficialmente, o Atlético afirmou que a mudança foi decidida pelo órgão colegiado e se deu por uma mudança de entendimento. O clube foi um dos líderes da LFF ao longo do processo de discussões.
"O Galo decidiu aderir à Libra (Liga do Futebol Brasileiro), por entender que essa mudança representará, no longo prazo, maiores benefícios financeiros e institucionais para o Clube", diz em parte do comunicado.
A Liga ainda espera um posicionamento oficial do Internacional, que também estuda a troca.
Os filiados
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LFF: América, Athletico-PR, Atlético-GO, Avaí, Brusque, Ceará, Chapecoense, CRB, Criciúma, CSA, Cuiabá, Figueirense, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Juventude, Londrina, Operário-PR, Sport, Tombense e Vila Nova.
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Libra: Bahia, Bragantino, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo, Grêmio, Guarani, Ituano, Mirassol, Novorizontino, Ponte Preta, Sampaio Corrêa e Vitória.
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Independentes: Botafogo, Cruzeiro, Coritiba e Vasco se uniram à LFF para comercialização de direitos. Oficialmente, os clubes não são filiados, mas os acordos comerciais respeitam os mesmos termos dos filiados.
Leia nota na íntegra
A Liga Forte de Futebol (LFF) tem a responsabilidade de esclarecer informações equivocadas que foram divulgadas recentemente sobre as propostas da Liga Forte Futebol e da LIBRA e sobre o valor dos direitos de transmissão dos jogos do Brasileirão.
Em relação aos pontos apresentados por Bruno Muzzi, CEO do Atlético, em uma entrevista coletiva recente, gostaríamos de esclarecer:
"Bruno Muzzi: Na Forte eles continuaram pagando um valor para ter 20% dos direitos e na Libra 12.5%. E nisso, o Atlético passa a receber 100 milhões de reais na Libra e 213 milhões de reais na LFF."
Os valores precisam ser analisados sob a mesma base para garantir uma comparação justa. A proposta dos Investidores da LFF é 28% superior à proposta da Libra. Ou seja, se o Atlético vender 12,5% de seus direitos para a Libra, o clube receberá R$99 milhões. No entanto, se o Atlético vender a mesma porcentagem para a LFF, o clube receberá R$126 milhões.
A pergunta que fica no ar é: por que os investidores da Libra oferecem ao Galo um valor menor do que os Investidores da Liga Forte pelo mesmo percentual?
"Bruno Muzzi: Quanto valem os direitos da Série A? R$2,3 bilhões bruto. Usando os 12.5% vale R$2 bilhões líquido. Se pegar os times da Libra e da Forte, quanto vale? R$1,5 bilhão Libra, R$500 milhões vale a Forte."
A divisão de valores mencionada acima é falsa. Os clubes da LFF recebem um valor total de R$925 milhões, quase o dobro do valor citado e 48% do valor total dos direitos. É fundamental que o debate ocorra com informações corretas. Opiniões sobre o futuro podem divergir, mas os números de contratos passados não deveriam ser divulgados incorretamente para justificar uma decisão.
"Bruno Muzzi: O Atlético tem, nos critérios de distribuição da Libra, aproximadamente 6%, equivalente a R$125 milhões. Na Forte, por esses 6%, receberia R$75 milhões. Logo no primeiro ano teria diferença de R$50 milhões. E isso se perpetua por 50 anos"
A informação é falsa. No cenário de valor atual dos direitos, o Atlético pelo modelo da Libra receberia R$110 milhões, enquanto na LFF este valor seria de R$122 milhões. Além disso, a diferença para o clube de maior receita seria de R$162 milhões na Libra e apenas R$28 milhões na LFF.
Diante dos fatos acima, a LFF reitera que uma discussão saudável seja realizada sempre através de fatos para que todos envolvidos no processo, em especial, os torcedores possam emitir suas opiniões e análises
Atenciosamente,
Liga Forte de Futebol (LFF)
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.



