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Investidor do Atlético lamenta jogo sem público e prejuízo financeiro

Rubens Menin diz que clube alvinegro segue colaborando com as autoridades para responsabilizar os envolvidos

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Confusão generalizada foi registrada na Arena MRV durante a final da Copa do Brasil • Eduardo Carmim/Gazeta Press

"Hoje tem Galo, dia de uma grande e, por razões evidentes, importante partida contra o Botafogo. Infelizmente, ela será realizada de portões fechados. A maioria que ama futebol é prejudicada pela irresponsabilidade e falta de inteligência de poucos. Isso sem contar o prejuízo financeiro para o time. Resumindo: uma situação onde todos saem prejudicados", disse Menin.

"O Atlético segue colaborando com as autoridades para responsabilizar os envolvidos no incidente, um deles detido pela Polícia Civil nesta semana. O Galo também apoiou integralmente o fotógrafo atingido, custeando as despesas do seu tratamento. Seguimos", completou Menin.

A Arena MRV foi interditada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJD) na última semana. O Atlético não deve jogar mais em seu estádio nesta temporada.

Por que a Arena MRV foi interditada?

Na peça apresentada na última segunda, obtida pela Itatiaia, o procurador Paulo Dantas apresentou cinco fatos graves registrados no estádio do Atlético durante o jogo decisivo contra o Flamengo. São eles:

  • Arremesso de quatro bombas no gramado;
  • Arremesso de objetos;
  • Apontamento de laser nos olhos do goleiro da equipe visitante;
  • Invasão de torcedor após o gol da equipe visitante;
  • Tentativa de invasão de vários torcedores.

Na decisão, Veríssimo afirmou que todos os itens acima possuem “lastro probatório”. Na denúncia, Dantas apresentou uma série de imagens das bombas atiradas em campo, dos objetivos arremessados, além das invasões.

“As condutas mencionadas possuem lastro probatório para assegurar a verossimilhança das alegações formuladas pela PGJD quanto a falha do clube mandante na manutenção da segurança da praça desportiva (art. 211 do CBJD) e da ausência de medidas eficazes para prevenir os atos hostis praticados pela sua torcida (art. 213 do CBJD)”, diz um trecho da decisão.

Fotógrafo atingido

Veríssimo citou ainda, em sua decisão, o episódio envolvendo o fotógrafo Nuremberg José Maria, atingido no pé por uma bomba enquanto trabalhava na partida.

A imagem do profissional no gramado do estádio, após ser atingido pela bomba, que viralizou nas redes sociais, foi incluída na denúncia.

“A experiência demonstra que a continuidade dos jogos na Arena MRV, sem qualquer intervenção imediata, pode acarretar em novos episódios de violência e ameaça a integridade física dos presentes, vez que comprovada a inadequação da infraestrutura do estádio e o despreparo do clube mandante para assegurar um ambiente ordenado e seguro para a realização de espetáculos desportivos”, escreveu o presidente do STJD.

O que disse o Atlético

Em entrevista à Itatiaia, na manhã da última terça, o CEO do Atlético, Bruno Muzzi, prometeu “medidas severas” contra vândalos que promoveram as confusões no último domingo. O dirigente afirmou que o clube se sente “envergonhado” pelos episódios.

“Um dia triste. Um dia em que nós nos sentimos envergonhados por tudo que aconteceu. É um dia de bastante reflexão. Sem nos isentar de qualquer responsabilidade. Sem apontar dedos, mas assumir que erramos e assumir o que precisa ser feito”, disse.

O dirigente do Atlético afirmou que o clube já identificou infratores. No dia da partida, 16 torcedores foram conduzidos pela Polícia Militar. Desses, 12 foram detidos por incitação de tumulto, ameaça e caso de injúria racial.

Sobre Nuremberg, o Atlético afirmou que se ofereceu para custear todos os gastos médicos pelos danos causados ao profissional de imprensa. O fotógrafo foi visitado pelo presidente Sérgio Coelho na manhã desta terça-feira (12).

Após a decisão do STJD de interditar a Arena MRV, o Atlético se manifestou por meio de nota e informou que realizará um “pedido de reconsideração”, uma vez que, segundo o clube, não foi oportunizado direito de defesa.

“O Atlético informa que, pelo fato de o STJD não ter oportunizado ao CAM o exercício do direito de defesa, o clube apresentará um pedido de reconsideração. O pedido será fundamentado em tudo que foi e está sendo feito pelo Galo em relação à segurança da Arena MRV. O Atlético irá cumprir a ordem do STJD, mas entende que a garantia do direito à ampla defesa é indispensável para a construção de uma decisão justa”, publicou.

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Túlio Kaizer é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte e tem grande experiência no digital. Foi setorista dos três grandes clubes do futebol mineiro: América, Atlético e Cruzeiro. Cobre também basquete, vôlei, esportes americanos, esportes olímpicos e e-sports.

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