Ex-jogador do
Rafael Dudamel, à época, era o goleiro do Deportivo Cali-COL, adversário do Palmeiras naquela decisão. O Palmeiras, que tinha Euller no elenco, era treinado por Felipão.
O Palmeiras perdeu o primeiro jogo da final por 1 a 0. A partida foi disputada em Cali. O jogo da volta seria no Parque Antártica. O Palmeiras venceu por 2 a 1 e a disputa foi para os pênaltis. Euller relembrou que, na disputa dos pênaltis, não participaria da disputa. No entanto, ficou responsável pela última batida.
“O Palmeiras foi muito bem em toda a competição. No último jogo, foi para os pênaltis. Nos pênaltis, saiu do jogo o primeiro batedor, Arce, o segundo batedor, Alex, e o terceiro batedor, Evair, expulso. Na relação, eu não era um dos batedores. O Paulo Nunes pediu para não bater porque não gostava”, disse em entrevista ao GaloCast, divulgado nessa terça-feira (24).
“Quando fui cobrar, só passava coisa ruim na cabeça. “Eles vão me matar se eu errar esse pênalti”. O Parque Antártica, para entrarmos e sairmos, tinha que ter a segurança fazendo corredor, porque a torcida passava por ali. Eu pensei “vou esperar até o último momento ver a saída dele. Quando vi a passada dele (Dudamel), virei o pé. Normalmente, eu bato no canto que ele foi. Foi mais comemoração de alívio do que de felicidade”, revelou.
Confiança de Felipão
Euller defendeu o Atlético de 1995 até 1997. O ex-atacante revelou que foi contratado pelo Palmeiras quando tinha renovado contrato com o Alvinegro. A contratação foi um voto de confiança do técnico Felipão. Euller relembrou que a conversa que teve com o então comandante.
“O Felipão me falou assim “Eu vou ser campeão da Libertadores, tenho contrato de três anos com o Palmeiras e preciso que você faça o mesmo, porque eu conto com você para chegarmos ao Mundial de Clubes”, contou.
“O Felipão me chamou na reapresentação e falou “Estou trazendo o Paulo Nunes para jogar, só que não posso ter você no banco, eu preciso que você jogue também, preciso que você vá emprestado a um clube para jogar e voltar, porque vou conquistar a vaga da Libertadores esse ano e em 1999 a gente conquista a Libertadores”, disse.
“Fui para o Japão (Tokyo Verdy) e machuco, uma lesão no cruzado. Faço cirurgia e recuperação no Palmeiras. Nessa recuperação, o Felipão sempre dizia “Você ainda será importante para mim, pode recuperar tranquilo”. E bancou a minha inscrição na Libertadores mesmo lesionado. Isso em 1999. Aí veio a Libertadores”, completou.
Euller, Dudamel e Felipão
Euller defendeu o Atlético em duas passagens (1995-1997 e 2005). No total foram 153 jogos, com 56 gols. Ele foi campeão estadual em 1995. O ex-atacante passou por São Paulo, Tokyo Verdy-JAP, Vasco, Palmeiras, São Caetano, Tupynambás e América.
Felipão treinou o Atlético nos anos de 2023 a 2024. Foram 41 jogos com 19 vitórias, 10 empates e 12 derrotas. Ele foi campeão mineiro em 2024.
Rafael Dudamel, venezuelano de 52 anos, treinou o Atlético em 2020. Ele treinou o Galo por 10 jogos com quatro vitórias, quatro empates e duas derrotas. O Galo demitiu o então treinador após a eliminação para o Afogados da Ingazeira, na primeira fase da Copa do Brasil.