Edu Panzi | Sampaoli recuperou atletas 'encostados' e bancou 'mal vistos'
Galo está perto de fazer de 2025 mais um ano histórico e de protagonismo

Jorge Sampaoli assumiu um Galo esfacelado... técnica, física e mentalmente. Perdeu um clássico e uma classificação, entendeu o cenário e começou a agir.
Iniciou a “reforma da casa pelo piso” e não “pelo telhado”, como muitos gostariam.
O argentino abriu mão de tudo o que pensa sobre futebol e montou um time inicialmente postado para sofrer menos defensivamente. E tem conseguido.
Foi recuperando atletas “encostados”: Bernard, Vitor Hugo e Dudu. Bancou atletas “mal vistos”: Igor Gomes, Rony e Fausto Vera.
Tem preservado e tentado recuperar o maior ídolo do elenco: Hulk, que voltou a participar de gols entrando nos segundos tempos.
Sampaoli ainda perdeu parte de sua espinha dorsal (Lyanco, Alexsander e Cuello) e tem reinventado protagonistas.
No Brasileirão, tem feito uma gestão de elenco arriscada, mas necessária. Na copa, tem jogado… copa! Um time montado pra não sofrer em Quito, e não sofreu.
Um time montado para pressionar sem a bola e criar com ela em Belo Horizonte. E deu certo de novo.
O atleticano conhece Sampaoli, sabe do que ele é capaz. Passou da hora de dar tempo a um treinador no Galo, deixar alguém trabalhar em paz, com as suas ideias, escolhas e convicções. Não com as nossas, de terceiros. Que seja o Sampaoli!
O momento é de acomodar o coletivo e não o individual. Quando o time estiver bem e regular, aí é hora de desfrutar do craque (Hulk).
Quem diria… o Galo está perto de fazer de 2025 mais um ano histórico e de protagonismo.
Edu Panzi é jornalista e radialista, natural de Belo Horizonte. Graduado em jornalismo, tem 24 anos de profissão, com passagens pelas rádios Minas (Divinópolis), Transamérica, 98 FM; pelas TV’s Band Minas e BH News. Atualmente é analista de futebol na Itatiaia.



