Central x Atlético: jornal de Rosário evoca final de 1995 e ídolos antes do jogo
Equipes se enfrentam pela quarta rodada do Grupo G da Copa Libertadores

Na manhã desta segunda-feira (6), Rosário amanheceu com temperatura amena e poucas camisas do Central, adversário do Atlético no confronto da quarta rodada do Grupo G da Copa Libertadores. A bola rola a partir das 19h desta terça (7), no Gigante Arroyito.
Na imprensa local, o principal jornal impresso da cidade, localizada a 300 quilômetros da capital Bueno Aires, dedicou espaço ao duelo entre argentinos e brasileiros. Em página dupla, o "La Capital" traz entrevista com três ex-jogadores que fizeram história contra o Alvinegro. Eles, inclusive, foram convidados para acompanhar o penúltimo treinamento antes da partida.
A virada épica em 1995, na final da Copa Conmebol, jamais será esquecida pelos "Canallas". Em BH, o Galo goleou por 4 a 0. No jogo de volta, no mesmo palco do confronto deste início de semana, os donos da casa devolveram o placar e levantaram o primeiro e único título internacional do clube ao vencerem também nas penalidades máximas.

O ex-goleiro Roberto Bonano, que esteve em campo naquela batalha contra os brasileiros, lamenta muito a ausência da torcida no duele desta terça. O Rosario foi punido pela Conmebol pelos incidentes no empate por 1 a 1 com o Peñarol-URU. Na ocasião, o lateral Maxi Oliveira foi atingido no rosto por uma pedra atirada por torcedor local.
"O que você vai acontecer agora é estranho. É uma pena que não haja torcida, porque o fator público é fundamental; razão pela qual o Central se manteve invicto como mandante de tantos jogos. É uma equipa precisa muito de sua gente, porque todos sabemos o quão contagia o Gigante", destacou Tito.
Os brasileiros são sempre complicados, mas em alguns jogos podem ficar complicados demais. Imagino também um protagonista central, mas teremos que acostumar com um cenário difícil, porque jogar sem público, sem a pressão que as pessoas podem fazer, o jogador se sente estranho", foi além.
Já para Cristian Colusso, o Rosario terá que ser inteligente e cansar os comandados de Gabriel Milito. Segundo ele, a maratona de jogo que o time brasileiro enfrenta é bastante pesada e precisa ser explorada pelo Central.
"Sem torcida nas arquibancadas, uma boa estratégia seria apostar num 'jogo largo', desgastando o adversário e aproveitando do momento de maior cansaço deles", destacou o ex meio-campista.
Superar a ausência da torcida e vencer
Cristian Daniele, outro que fez parte do elenco campeão em 1995, seguiu a linha dos ex-companheiros de time. Para ele, apesar da ausência da torcida, é preciso confiar no poder de superação dos jogadores em campo.
"Será uma grande vantagem para o Atlético Mineiro, mas confiamos que nossos garotos possam fazer uma boa partida. Que abram o placar e sigam brigando pela classificação", destacou o também ex meio-campista.
Situação dos times
Enquanto o Galo é o líder do Grupo G, com nove pontos conquistados, a equipe da casa soma quatro e vem logo atrás na tabela.
Galo chega no início da noite
Em voo fretado, a delegação atleticana desembarca em Rosário no início da noite desta segunda. Para evitar a hostilidade dos torcedores anfitriões e dar maior descanso ao grupo em terras mineiras, a diretoria optou por desembarcar no país vizinho faltando pouco mais de 24 horas para o jogo.
Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).



