Itatiaia

Caixa desabafa e aponta erro de Milito em vice do Atlético na Libertadores

Narrador ficou na bronca com atuação do Galo na derrota por 3 a 1 para o Botafogo

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Mário Henrique Caixa, narrador da Itatiaia • Itatiaia

Narrador dos jogos do Atlético na Itatiaia, Mário Henrique Caixa se decepcionou com a derrota por 3 a 1 para o Botafogo, na final da Copa Libertadores, neste sábado (30). Para o locutor, o time cometeu erros cruciais na partida disputada no Mâs Monumental, em Buenos Aires, na Argentina.

Caixa ficou na bronca com os vacilos de Guilherme Arana e Everson que ocasionaram a penalidade máxima convertida por Alex Telles, no primeiro tempo. O narrador pediu mais espírito de decisão em lances como esse.

“Estava até tentando me conformar aqui, mas na hora que eu lembro daquele pênalti... Pô, dá um chutão para o mato! O cara vai fazer a proteção, vem o Everson e comete o pênalti. Desde o Maracanã, jogo contra o Flamengo, eu tenho achado um excesso de confiança do Atlético em sair com essas bolas de trás. Dá um bico... 2 a 0 matou nós”, reclamou.

Erro de Milito na decisão

O gol do Galo foi marcado por Eduardo Vargas, que entrou no intervalo. Caixa questionou as poucas oportunidades que o técnico Gabriel Milito dá ao atacante chileno, que mudou o cenário da partida.

“Segundo tempo mexe no time, vem o Vargas, entra, faz o gol. Também temos que ver o que acontece com o Vargas, porque tem pouquíssimas chances no Atlético, fica no banco até quando é time alternativo. Hoje, o Milito precisava ganhar desesperadamente, coloca o Vargas. Tem que ver qual o problema do Milito com o Vargas. Se ele está desde o começo, as jogadas apareceram na grande área, todas com a participação do Vargas. Por que o rapaz só fica no banco? O Milito tem que explicar isso aí para a gente”, questionou o narrador.

“E faz o gol o Vargas, teve outras oportunidades, poderia ter feito o segundo dele. Imagina, ele quase fez três gols, se ele tivesse mais 45 minutos... Culpa do Milito nisso aí”, avaliou.

Atuação decepcionante

Com a expulsão de Gregore no primeiro minuto de jogo, o Atlético jogou a partida inteira praticamente com um jogador a mais. O narrador da Itatiaia não escondeu a tristeza e reclamou da falta de criatividade do Alvinegro no primeiro tempo.

“O meu sentimento é de muita tristeza, porque o Atlético desperdiçou a vantagem que tinha. Logo com um minuto, o Botafogo teve o Gregore expulso. Retratava ali, aquele lance, o desespero, talvez o descontrole emocional, que o Botafogo vem passando altos e baixos entre Libertadores e Campeonato Brasileiro. Quando vem a expulsão, todo mundo imagina que o Atlético vai sair na frente, fazer gols e ganhar. Isso não acontece. O Atlético fica com uma jogadinha pela direita, do Lyanco tentando cruzar, e aqui o Arana e o Alonso tentando cruzar”, comentou.

“Não tivemos uma jogada de triangulação ali na meia lua da grande área. Zero chegadas pelo miolo, pelo corredor no primeiro tempo. Jogou nada! Um erro na defesa, toma o gol... Depois, em outro lance que o Atlético demonstrado excesso de confiança, nessa bola recuada com participação do Everson. O Galo comete um pênalti, o Botafogo faz 2 a 0, e a gente passa a não entender nada no primeiro tempo”, apontou.

Tristeza para o lado do Atlético

Além da final da Copa Libertadores, o Atlético foi vice da Copa do Brasil para o Flamengo, no início do mês. Caixa ponderou que as possíveis alegrias do fim da temporada se tornaram tristeza para a Massa.

“Depois, o Júnior Santos faz realmente um golaço, em uma jogada sensacional. Com um a menos, o Botafogo conseguiu ser melhor no primeiro tempo, o Atlético foi melhor no segundo tempo, mas apenas um gol marcado. O Botafogo leva a taça. Nós temos que corrigir os erros. Temos que corrigir os erros. Tudo que poderia pintar de legal para o Atlético, agora é derrota. Não leva nenhuma das duas finais. Tristeza para toda a torcida atleticana e para gente, mas vamos seguir em frente, finalizou.

*Em colaboração com o portal Itatiaia Esporte

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Lucas Barbosa é repórter do portal Itatiaia Esporte. Formado pela UFOP e natural de Raul Soares-MG, tem experiência em coberturas esportivas e jornalismo hiperlocal. Apaixonado pelo futebol brasileiro e suas histórias mais profundas, também já passou por veículos de rádio e televisão.

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