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Auxiliar de Felipão no Atlético lamenta derrota no Rio e chuva no 2º tempo

Carlos Pracidelli comandou o Galo na derrota por 1 a 0 para o Vasco; Luiz Felipe Scolari foi punido pelo STJD e ficou de fora

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O Atlético vinha de duas vitórias consecutivas no Brasileirão, antes da derrota no Rio para o Vasco
O Atlético vinha de duas vitórias consecutivas no Brasileirão, antes da derrota no Rio para o Vasco • Pedro Souza/Atlético

Com a suspensão do técnico Luiz Felipe Scolari pelo STJD, o auxiliar Carlos Pracidelli ganhou a responsabilidade de comandar o Atlético na partida deste domingo (20), contra o Vasco. Com Scolari acompanhando o duelo do hotel, o Alvinegro acabou derrotado por 1 a 0 no Maracanã e quebrou a sequência de duas vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro.

Após o revés no Rio de Janeiro, o 'braço direito' do treinador gaúcho foi para a sala de coletiva e tentou explicar a segunda derrota do Galo para o Cruz-maltino na atual edição da competição mais importante do país; a primeira, por 2 a 1, aconteceu em Belo Horizonte, na primeira rodada.

"Foi um jogo muito disputado, principalmente no segundo tempo, quando a chuva atrapalhou as duas equipes. Sabíamos da pressão que receberíamos logo no início do jogo, até pela mobilização feita durante a semana; uma torcida que viria para apoiar a equipe. Tivemos a infelicidade de tomar um gol no início; toda estratégia foi para o lago abaixo. Houve uma inversão de papéis. O Vasco passou a nos esperar e tivemos que ser os protagonistas nas jogadas de ataque", destacou Pracidelli.

Punido pelo STJD, o Vasco não jogava com público desde a 11ª rodada, quando foi derrotado por 1 a 0 pelo Goiás, em São Januário. Outro fator que levou bastante público ao Maracanã foi a apresentação do francês Payet. O meia de 36 anos vestirá a camisa 10.

Perguntado sobre o rendimento do Atlético no Campeonato Brasileiro, o auxiliar admitiu que está muito aquém do esperado e destacou o objetivo do elenco até o término da 38ª rodada:

"O rendimento tem que melhorar muito. O objetivo é conquistar uma vaga direta para a Libertadores, ficando entre os quatro, ou entre os seis. Em relação aos seis pontos perdidos para o Vasco, também foi motivo de conversa com o grupo. Se tivéssemos conquistado a vitória, teríamos um equilíbrio. Precisamos urgentemente subir na tabela. Hoje seria importantíssima uma vitória, que nos colocaria mais próximos das outras equipes", comentou o substituto de Felipão.

Chuva forte

Ainda de acordo com Carlos Pracidelli, a forte chuva que caiu no estádio durante o segundo tempo tornou impraticável qualquer tentativa de mudar taticamente a equipe. Sem culpá-la pela derrota, destacou que foi maléfica para os dois times.

A resposta foi dada quando questionado sobre a entrada de Alan Kardec, nos minutos finais. Especialista em "bolas aéreas", o atacante não recebeu nenhum bola alçada no tempo em que esteve em campo.

A situação do gramado, de acordo com o auxiliar, inviabilizou qualquer tipo de jogada ensaiada, no chão ou lançada.

Próximo jogo

O Galo volta a campo no próximo domingo (27). Pela 21ª rodada, encara o Santos em Belo Horizonte. A partida está marcada para 18h30, no Mineirão, mas há a expectativa que possa ser a primeira oficial da Arena MRV. O clube aguarda os laudos de segurança e a liberação da CBF para que isto aconteça.

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Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).

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