Atlético adequará folha salarial e R$ 8 milhões anuais devem ser cortados
Com a dívida líquida extrapolando R$ 1,5 bilhão, o Galo trabalha para reduzir vencimentos e para realizar nova venda de atleta

O balanço financeiro do Atlético aponta crescimento de R$ 259 milhões da dívida líquida do clube em relação ao do ano anterior. Com R$ 1,57 bilhão, no total, o clube tenta organizar as finanças e um dos focos é o departamento de futebol.
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Com gastos de mais de R$ 100 milhões na temporada passada, com renovações, luvas e contratações, o Alvinegro aproveitou os ganhos que teve no "ano do triplete", mas acabou inchando a folha salarial. O teto de R$ 19 milhões mensais, inclusive, acabou sendo extrapolado.
Além de precisar de mais R$ 12 milhões em venda (s) para bater a meta de R$ 80 milhões em 2023, o clube trabalha para reduzir em R$ 8 milhões os gastos anuais; isso daria cerca de R$ 600 mil por mês. Apesar das reclamações do técnico Eduardo Coudet, que vê o elenco mais enxuto do que o ideal, a diretoria se encontra numa "sinuca de bico" e não tem outra opção a não ser realizar, pelo menos, mais uma transação envolvendo atleta.
CULTURA COM A SAF
Acelerando o processo para se transformar em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), este visto como a única solução para salvar as finanças, o Atlético sabe que o departamento de futebol precisará de readequação.
De acordo com Bruno Muzzi, CEO do clube, um novo teto será estabelecido e o Alvinegro não poderá mais gastar mais do que arrecada; ainda segundo ele, haverá também um piso na folha salarial.
Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).
