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Atlético: acidente com delegação marca história do Brasil de Pelotas 

Em 2009, a delegação do Brasil de Pelotas, adversário do Atlético na Copa do Brasil, sofreu acidente, com morte de ídolo

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Dias após a tragédia, o Brasil de Pelotas começou seu caminho no Gaúchão
Dias após a tragédia, o Brasil de Pelotas começou seu caminho no Gaúchão • Divulgação

Primeiro desafio do Atlético na Copa do Brasil, o Brasil de Pelotas viveu um grande drama, fora das quatro linhas, há 14 anos. Em 15 de janeiro de 2009, o time Xavante, que se preparava para disputar o Campeonato Gaúcho, havia disputado um jogo-treino no interior do estado e, no retorno a Pelotas, sofreu gravíssimo acidente.

O ônibus que transportava a delegação tombou em uma curva no quilômetro 150 da BR-392, próximo ao município de Canguçu, despencou de um barranco de quase 40 metros, matando três pessoas. O preparador de goleiros Giovani Guimarães; o zagueiro Régis Gouveia e o ídolo uruguaio Cláudio Milar não resistiram ao acidente.

Além disso, das 31 pessoas que estavam a bordo (entre jogadores, comissão técnica, dirigente e funcionários), quase todas ficaram feridas. Alguns atletas, inclusive, tiveram lesões tão sérias, que foram obrigados a abandonar a profissão.

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Velório no estádio e comoção nacional

No dia seguinte ao acontecido, milhares de torcedores do Brasil compareceram ao estádio Bento Freitas, mesmo palco do único confronto contra o Atlético, em 1979, para prestar as últimas homenagens àqueles que morreram defendendo as cores do rubro-negro. O velório foi realizado no gramado.

Abandonar a disputa do Gaúchão chegou a ser cogitado pelo clube, pelo abalo psicológico e também pelas baixas. Contudo, precisando arrecadar, a diretoria resolveu seguir em frente e arrumar maneiras de viabilizar a participação.

Com um time montado às pressas e sem tempo para treinar, o Xavante precisou recuperar o tempo perdido no início da competição e disputou nada menos que oito partidas em apenas 15 dias. A única vitória aconteceu na última rodada, 1 a 0 sobre o Novo Hamburgo, mas a essa altura já não havia mais tempo para recuperação e o clube teve que amargar o rebaixamento para a Segunda Divisão do estadual.

A tragédia acabou se transformando em livro e recebeu o título de ‘A noite que não acabou’, e foi a mais vendida na feira literária de Pelotas, em novembro de daquele ano.

* Com Brasil de Pelotas

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Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).