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Título, recordes e liderança: Juninho construiu idolatria em oito anos de América

Volante Juninho deixará o América no fim deste ano, quando termina seu contrato; destino será o Goiás

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Juninho, do América, completou mais de 430 jogos pelo clube • Gilvan de Souza/Flamengo

A história de Juninho no América está próxima do fim. Assim como adiantou a Itatiaia durante o último mês, o volante deixará o clube em dezembro, quando acerta com o Goiás. Em oito anos pelo Coelho, o meio-campista acumulou feitos, tendo quebrado recordes de jogos e participado de campanhas históricas.

Juninho fará sua última partida com a camisa do América diante do Brusque, às 18h30 (de Brasília) do dia 24 (domingo), no Independência, em Belo Horizonte. No Goiás, o volante foi um pedido de Vagner Mancini, técnico com quem trabalhou durante dois anos no Coelho e viveu seu melhor momento na carreira.

Recordista

Oito anos de América

Início de tudo

Juninho foi contratado pelo América em 2016, por empréstimo, junto ao Athletico Paranaense. No primeiro ano de clube, ele participou do rebaixamento à Série B, mas o bom desempenho individual fez com que o Coelho o contratasse em definitivo para o ano seguinte. E a redenção em pouco tempo, logo em 2017.

Juninho foi fundamental no título da Série B do Campeonato Brasileiro, desbancando o Internacional, que ficou na segunda colocação. Esse foi o primeiro e único troféu que o meio-campista levantou na carreira. Naquela temporada, ele entrou em campo em 38 oportunidades, sendo peça importante na conquista da taça.

No ano seguinte, porém, o América viria a ser rebaixado novamente à Segunda Divisão, tendo ficado a três pontos do Vasco, primeiro time fora do Z4. Em 2019, Juninho assumiu o protagonismo do meio de campo do Coelho e, por muito pouco, não conquistou novamente o acesso à Série A.

Ascensão

Se no ano de 2019 o América bateu na trave, em 2020, a glória veio em ano histórico. O Coelho brigou pelo título da Série B até a última rodada com a Chapecoense, tendo terminado como vice-campeão (e com o acesso garantido à Primeira Divisão). Já na Copa do Brasil, Juninho foi pilar de uma campanha histórica, que levou o clube até a semifinal.

Nesse momento, o espírito de liderança já dava ao volante a faixa de capitão do América. Foi assim que, em 2021, Juninho fez parte da melhor campanha do Coelho na história da Série A. O time alviverde ficou em oitavo e se classificou à Copa Libertadores. Naquele ano, ele também foi premiado como o melhor volante do Campeonato Mineiro.

Já em 2022, a campanha na fase de grupos não foi como esperada, e o América caiu na fase de grupos da competição. Porém, naquele mesmo ano, o Coelho voltaria a fazer grande temporada na Série A, se classificando à Copa Sul-Americana. Cada vez mais, o clube alviverde se mostrava como um exponencial de organização em Belo Horizonte.

A queda

Em 2023, um novo baque. Ainda que tivesse bons jogadores no elenco, o América não conseguiu dividir as atenções entre todas as competições que disputava, sendo novamente rebaixado à Série B. Essa foi a pior temporada do Coelho na história do torneio, tendo conquistado apenas 24 pontos.

Já em 2024, a página virou, o América despontou como favorito para conquistar o acesso, mas perdeu forças e não figurará entre os quatro primeiros. Juninho, por sua vez, atuou em grande parte da temporada como uma espécie de meia-armador, diferente da função de segundo volante que fez durante a carreira.

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Jornalista pela PUC Minas, Pedro Leite é repórter do portal Itatiaia Esporte. Tem experiência na cobertura diária de portais, redes sociais e jornal impresso. Apaixonado por futebol, já passou pelo Superesportes.

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