Precisamos falar sobre a base do América
Coelho está a um passo de conquistar o bicampeonato da Copinha e nos ensina lições importantes sobre o futuro.

O América está na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Vai enfrentar o Palmeiras, na próxima quarta-feira, às três e meia da tarde. O desafio será duríssimo. O time palmeirense é o atual campeão e conta com jogadores considerados promessas do futebol brasileiro.
A boa notícia? O América também é celeiro de craques.
Muitas vezes não damos ao Coelho o reconhecimento que ele merece. O América não ostenta o seu “DNA formador” atoa. Em Copas do Mundo, por exemplo, o clube alviverde já teve vários atletas formados em suas categorias de base vestindo a camisa da Seleção Brasileira.
No último mundial, no Catar, Richarlison (atacante) e Danilo (lateral-direito), foram titulares do técnico Tite. Mas a história começou ainda em 1966, quando Tostão disputou a sua primeira Copa do Mundo. O craque ainda esteve na Copa de 1970 e ajudou a conquistar o tricampeonato para o Brasil.
Em 2022 foi a vez de Gilberto Silva. O jogador foi o último atleta formado na base americana a ser campeão do mundo.
Não podemos esquecer do atacante Fred, um dos maiores centroavantes da história do futebol brasileiro, que também é revelação do América. O camisa 9 disputou as Copas do Mundo de 2006 e de 2014.
E a história segue. Na disputa do atual Sul-Americano Sub-20, o lateral-direito Arthur é titular da Seleção Brasileira. O jovem atleta subiu para o profissional no ano passado e já mostrou potencial para figurar também no time do técnico Vagner Mancini.
A verdade é que o América conhece a sua história e o seu potencial. Sabe do trabalho de excelência que é realizado nas suas categorias de base, que há anos já rende bons frutos.
O Coelho está no caminho certo. Se o Palmeiras, adversário na final da Copinha, tem ganhado milhões em vendas de jovens atletas, o time de Minas Gerais também sabe que a revelação de novos jogadores é o grande trunfo para ser um clube cada vez maior e mais sustentável.
O América entende que o seu futuro depende, também, desses jovens que podem agora levantar o título da Copinha, competição que é considerada a maior vitrine das categorias de base do futebol brasileiro.
É verdade que o Coelho não ostenta uma torcida de multidões, com arquibancadas lotadas em seus jogos. Mas em termos de categorias de base, o América merece ser lembrado e reconhecido como exemplo para todo o país.
Convicção, trabalho árduo e boa estrutura em prol de um futuro que se desenha cada vez mais promissor.
Ao Coelhãozinho, diante do Palmeiras, toda a sorte a do mundo!
Nathália Fiuza é comentarista da Rádio Itatiaia e escreve diariamente aqui.
