Marlon explica frieza em pênalti decisivo e fala em título e acesso para o América
O lateral foi o grande personagem do jogo, com o gol que abriu o placar e o pênalti definitivo

O lateral esquerdo Marlon esbanjou categoria para classificar o América contra o Cruzeiro neste sábado (22), no estádio Independência, no jogo de volta da semi do Campeonato Mineiro. Grande personagem da partida, ele ainda fez o gol que abriu o placar para o Coelho. Em entrevista logo após a partida, explicou como se deu a decisão de William Batista, que o definiu como o quinto batedor.
"Na rodinha ali fechou, ele perguntou pra mim se eu bateria, eu falei 'eu bato'. Ai reuniu depois de novo e falou cada um que ia bater e falou meu nome como o quinto", destacou.
Escolhido para encerrar as penalidades, ele deu uma 'cavadinha' no goleiro Cássio. Segundo o defensor, ele não sentiu pressão em nenhum momento.
"Ok, pra mim não tem problema nenhum. Já aconteceu comigo como eu falei antes, já estava na minha consciência o jeito que eu ia bater. Era daquele jeito. Ela subiu um pouquinho acima do que eu imaginava. Mas graças a deus pude ser feliz", celebrou.
Ele destacou que o seu jeito de ser, mais frio, ajudou no momento mais tenso do ano para o Coelho.
"O meu jeito de ser, de ser mais frio. Eu acredito que me ajuda muito isso em campo, em determinados lances. Me ajudou na hora do primeiro gol. E graças a Deus, ajudou no quinto pênalti ali que não é para qualquer um ir ali e bater. É destino né, o Figueiredo infelizmente perdeu, e sobrou ali pra mim. Pude guardar e garantir essa classificação", apontou o lateral.
Título e acesso estão no panorama do Coelho
Marlon ainda fez questão de destacar que o América espera ser campeão mineiro em 2025 e conseguir o acesso para a primeira divisão. Ele mandou um recado para os críticos que desconsideram o Coelho.
"O Cruzeiro neste ano investiu demais, vocês sabem. Durante a semana teve muitas críticas falando do América. Muitas coisas que a gente ouve, mas o que eu tenho pra falar é que o América não ta morto não. Aqui tem trabalho, o trabalho assim de muitos anos, com a base, com o pessoal que vem há muitos anos aqui nesse clube se dedicando. Então o América não ta morto não. Esse ano a gente espera da a volta por cima, esse é só o primeiro passo. Esperamos o título e se Deus quiser no final do ano a classificação da primeira divisão de novo", finalizou.
A última vez que o América disputou a primeira divisão foi em 2023, quando foi rebaixado. Em 2024, rondou a zona de acesso, mas não conseguiu subir.
Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.
Fabrício Calazans se formou em jornalismo no UniBH. Ingressou na Itatiaia como estagiário em 2010 e passou por edição, reportagem, produção e apresentação. No “ar”, iniciou cobrindo a Copa Itatiaia. Foi também setorista da Federação Mineira de Futebol, apresentador do Apito Final e plantão nas Jornadas Esportivas. Desde janeiro de 2024 faz a cobertura do América. Tem no currículo participações em eventos nacionais e internacionais de futebol e esportes olímpicos.




