Grêmio x Flamengo: procuradoria do STJD investiga denúncia de injúria racial
Carlinhos, do Flamengo, afirmou ter sido vítima de ofensas racistas ao deixar o gramado, após a expulsão, no jogo contra o Tricolor, neste domingo (22)

A procuradoria do STJD iniciou, nesta segunda-feira (23), a investigação do suposto caso de injúria racial de torcedores do Grêmio contra o atacante Carlinhos, do Flamengo, em jogo válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, neste domingo (22), na Arena.
No documento enviado ao presidente do clube gaúcho, Alberto Guerra, a Procuradoria solicitou que “o Grêmio disponibilize com urgência gravações de áudio e vídeo para ajudar a esclarecer a natureza das expressões direcionadas ao jogador, bem como outros elementos que possam contribuir para a rápida elucidação dos fatos”.
Segundo a denúncia do Flamengo, “o jogador diz ter escutado imitações de macaco e, em um vídeo de uma matéria do veículo Lance!, em que ele também teria ouvido a ofensa 'macaquinho'”, fato controvertido pelo Grêmio que relata o emprego, por dois torcedores já identificados, da expressão “tá brabinho”, argumenta o STJD.
Na manhã desta segunda (23), o Tricolor emitiu uma nota afirmando que identificou o torcedor que supostamente teria cometido injúria. O homem que foi identificado afirma categoricamente que não proferiu as ofensas a Carlinhos.
Segundo o texto do Grêmio, o torcedor alegou ter falado “tá brabinho?” quando o jogador flamenguista quebrou a cabine do VAR após o cartão vermelho.
“O Grêmio estuda ainda outras medidas relativas ao episódio. E aproveita para reforçar o seu compromisso contra qualquer tipo de discriminação. Esclarece que tem um amplo trabalho de combate ao racismo. E que, além disso, vai sempre fazer todo o possível para identificar e punir torcedores que, eventualmente, cometerem qualquer tipo de ilegalidade no ambiente dos jogos”, disse o Tricolor em nota.
Ainda de acordo com o comunicado do STJD, “em face da possível controvérsia sobre o teor das expressões utilizadas pelos torcedores, esta Procuradoria requer que o mandante de campo apresente provas no sentido de esclarecer a natureza das expressões direcionadas ao jogador, bem como outros elementos que possam contribuir para a rápida elucidação dos fatos”.
A direção gremista afirmou que já separou os áudios e imagens que comprovam a não injúria racial.
Gaúcha de Porto Alegre, Mauri Dorneles é formada em Jornalismo pela PUC-RS e trabalha como correspondente do portal Itatiaia Esporte no Sul do Brasil. Também cursou Cinema. Antes da Itatiaia, passou por Correio do Povo, Record RS, Rádio Grenal, RBS TV e Band.



