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Após polêmicas, Vitória envia ofício e pede áudios do VAR à CBF

Rubro-Negro baiano listou possíveis erros de arbitragem em jogo contra o Athletico-PR

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Jogadores do Vitória posam para foto antes de jogo contra o Athletico-PR
Jogadores do Vitória posam para foto antes de jogo contra o Athletico-PR • Victor Ferreira/EC Vitória

O Vitória formalizou, nesta segunda-feira (27), um ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) questionando a atuação da arbitragem na derrota por 3 a 1 para o Athletico-PR, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, no último domingo (26).

No documento, o clube aponta decisões que, na avaliação da diretoria, influenciaram diretamente o andamento e o resultado da partida. Luiz Gustavo, do Athletico-PR, teve participação decisiva no jogo, com uma assistência e um gol.

Entre os lances contestados está uma entrada dele sobre Zé Vitor, ainda nos minutos iniciais. O Vitória entende que a jogada apresentava características para expulsão direta, o que não ocorreu.

Outro ponto levantado é o pênalti marcado em Viveros, em disputa com o zagueiro Cacá. Para o clube baiano, não houve infração no lance, caracterizando erro de interpretação da arbitragem.

O documento também destaca um episódio no segundo tempo em que Luiz Gustavo teria cometido duas infrações consecutivas: uma simulação e um toque de mão. Como o jogador já possuía cartão amarelo, o Vitória avalia que a sequência deveria resultar em expulsão.

Além disso, a diretoria rubro-negra aponta uma entrada do zagueiro Arthur Dias sobre o atacante Renê, considerada de uso de força excessiva e com risco ao adversário, que também não recebeu punição disciplinar compatível, segundo o entendimento do clube.

O Vitória direciona ainda críticas ao uso do árbitro de vídeo. No texto, o clube afirma que os lances eram “passíveis de revisão”, mas não houve recomendação para análise no monitor de campo.

A ausência de intervenção do VAR é classificada como uma “falha relevante na aplicação do protocolo” e levanta questionamentos sobre os critérios adotados. No ofício, o clube solicitou à CBF esclarecimentos formais sobre os critérios utilizados nas decisões.

Além disso, pediu a divulgação dos áudios de comunicação entre o árbitro de campo e o VAR, uma análise detalhada de todos os episódios citados e eventuais medidas em relação à equipe de arbitragem.

A partida foi apitada por Bruno Arleu de Araújo (RJ), auxiliado por Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (RJ) e Cipriano da Silva Sousa (TO). O árbitro de vídeo foi Rodrigo Nunes de Sá (RJ).

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Lincoln Oriaj é correspondente da Itatiaia em Salvador e cobre o futebol do Nordeste. Antes da Itatiaia, fez a ASCOM do Botafogo/BA e colaborou em TVE, ge.globo e Jornal A TARDE.