Veja o que acontecerá com organizadas do Fortaleza após briga em jogo pelo Cearense
Tribunal desportivo local suspendeu as facções de presença nas partidas do campeonato estadual; Fortaleza rompeu relação com torcidas

O Tribunal de Justiça Desportiva do Ceará suspendeu duas torcidas organizadas do Fortaleza que entraram em confronto na partida de sábado passado (25), no estádio Domingão, em Horizonte. O Tricolor do Pici venceu o Horizonte por 3 a 1, pela segunda rodada do Campeonato Cearense.
A TUF e a Jovem Garra Tricolor (JGT) entraram em confronto no segundo tempo. O árbitro Marcelo de Lima Henrique paralisou a partida e o capitão do Fortaleza, Tinga, se dirigiu à arquibancada para pedir o fim da briga. Vários torcedores comuns deixaram o estádio e cenas de crianças chorando chegaram às redes sociais.
Na decisão do TJDCE, revelada pelo Diário do Nordeste, ficou proibida a entrada de integrantes das torcidas nos jogos do Fortaleza no Cearense como mandante ou visitante, "cabendo ao Fortaleza, ou ao clube mandante, a zelar para que ninguém entre ou permaneça nas dependências do estádio com qualquer indumentária, equipamento, bandeira, instrumento e/ou qualquer outro objeto que faça alusão a essas torcidas ou grupos”.
O Fortaleza, ou o mandante, também terá que deixar os setores normalmente reservados a esses torcedores no estádio fechados com faixas com mensagens de paz. A medida já vale para o jogo desta segunda-feira (27), quando o Leão recebe o Cariri no estádio Presidente Vargas, às 20h30 (de Brasília), em jogo atrasado da primeira rodada do Cearense.
Em nota, o Fortaleza informou que o confronto é investigado pela Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) e que "a investigação visa responsabilizar os CPFs, ou seja, as pessoas físicas que praticaram atos criminosos, assegurando que sejam punidas conforme a lei".
O clube também rompeu ligação com as organizadas até que a investigação da polícia seja concluída.
"Quanto aos brigões na arquibancada, vocês são uma vergonha! Vocês não têm os valores do clube e não nos representam. Quando o reconhecimento facial vier, e está perto, essas atitudes serão penalizadas com impedimento de acesso ao estádio", disse o CEO da SAF do Fortaleza, Marcelo Paz, em publicação nas redes sociais.
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



