Fortaleza tem em 2023 faturamento e superávit recordes; veja os números
Clube teve R$ 371 milhões de receita em 2023, com aumento de mais de mil e quinhentos por cento comparado com 2017, quando disputou a Série C

O Fortaleza teve um faturamento em 2023 de R$ 371,6 milhões, segundo balanço financeiro divulgado nesta terça-feira (30). O superávit (receitas menos as despesas) foi de R$ 66,2 milhões, o maior da história do clube com aumento de pouco mais de 100% comparado com 2022, quando lucrou R$ 32,2 milhões.
A receita também é recorde e maior quase 40% se comparado com o que o clube faturou em 2022 (R$ 267,8 milhões). O Bahia ainda não divulgou detalhadamente seus números, mas é provável que o Fortaleza, pelo segundo ano seguido, tenha batido o recorde de faturamento de um clube do Nordeste na história.
Como comparação o Sport, outro clube de massa da região, teve receita de R$ 77,5 milhões em 2023, ano em que disputou a Série B do Brasileiro. O Ceará, rival local do Fortaleza, que também esteve na Segunda Divisão, ainda não deixou público seus números do ano passado.
O que também impressiona é a evolução de faturamento do Fortaleza de 2017, quando estava na Série C, para 2023, quando disputou a Copa Libertadores, chegou à final da Copa Sul-Americana, foi 10º colocado na Série A e campeão estadual (mais de mil e quinhentos por cento):
- 2017: R$ 24 milhões
- 2018: R$ 51 milhões
- 2019: R$ 120 milhões
- 2020: R$ 86 milhões (queda com efeito da pandemia de Covid-19)
- 2021: R$ 175 milhões
- 2022: R$ 267,8 milhões
- 2023: 371,6 milhões
Comparado com a receita de clubes do Sudeste, o faturamento do clube cearense ainda está abaixo:
- Flamengo: R$ 1,37 bilhão
- Corinthians: R$ 1,01 bilhão
- Palmeiras: R$ 839 milhões
- São Paulo: R$ 680,7 milhões
- Atlético: R$ 439 milhões
O orçamento do Fortaleza para 2024, elaborado ainda no final de 2023, é de uma receita de R$ 258,8 milhões. Abaixo do que faturou no ano passado, portanto, mas que pode aumentar consideravelmente a depender do desempenho em competições como a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana.
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



