Em dívida com a torcida? Rogério Ceni avalia ano à frente do Bahia
Treinador exaltou a evolução do time no período, mas lamentou ausência de títulos

O técnico Rogério Ceni fez uma avaliação, nessa segunda-feira (9), sobre o período de um ano à frente do Bahia. Anunciado em 9 de setembro de 2023, o profissional já viveu altos e baixos no comando do Tricolor.
Em sonora especial divulgada pelo clube, Ceni acredita que a ausência de títulos representa uma dívida com o torcedor. No Campeonato Baiano de 2024, o Esquadrão bateu na trave e foi derrotado pelo Vitória, o maior rival. Na Copa do Nordeste, caiu na semifinal para o CRB, nos pênaltis, em plena Arena Fonte Nova.
"Eu sei que estamos em dívida com o torcedor, que poderia ser um título tanto no Estadual como na Copa do Nordeste. É uma dívida que eu tenho com o torcedor. Mas temos coisas boas de lembrança, como foi a permanência na Série A no ano passado. Chegamos em um momento bem delicado, em uma situação bem difícil de se reverter", declarou.
De fato, o momento da chegada de Ceni ao Bahia foi delicado. O clube ocupava a 16ª colocação da Série A do Campeonato Brasileiro de 2023, com apenas 22 pontos conquistados em 22 rodadas. Sob o novo comandante, o Esquadrão terminou na mesma posição, com 44 pontos - um a mais que o Santos, que foi rebaixado em 17º.
Novo momento
Em 2024, a evolução foi notória. Diante do investimento do Grupo City, o time foi reforçado com nomes importantes do futebol nacional, como Everton Ribeiro, Jean Lucas e Caio Alexandre. No Brasileirão, ocupa a sétima posição, com 39 pontos em 25 jogos.
"Para um treinador, hoje, no Brasil, ficar um tempo como esse à frente de um clube tem que se valorizar bastante. Mostra também que conseguimos bons resultados (...) Esperamos, até o final do ano, ter a melhor posição em pontos corridos do Bahia na história", destacou o treinador.
Relação com a torcida
Rogério Ceni também fez uma avaliação de sua relação com a torcida do Bahia, que o cobrou após as derrotas no Baianão e no Nordestão.
"A relação com a torcida no estádio é fantástica. É uma atmosfera muito legal. Esse é o prazer que você tem de trabalhar em clube grande clube, de massa. Eu joguei a vida inteira num grande clube, e trabalhei como treinador em quatro clubes com a pressão, mas com a alegria, a atmosfera que se cria dentro do estádio", destacou.
Rumo à Libertadores?
Atualmente na sétima posição do Brasileiro, o Bahia sonha com uma classificação à Libertadores do ano que vem. A última vez que o clube esteve na competição continental foi em 1989.
"Não é fácil se manter na ponta da tabela. Mas tenho o foco no objetivo que eu acho que é possível, e que eu quero. O Grupo City também. Eu vou tentar até o último segundo entregar aquilo que planejei com o grupo que temos para trabalhar. Para que no ano que vem, tenhamos um calendário completo. Se possível, a principal competição internacional, que é o nosso objetivo", disse Ceni.
Números de Rogério Ceni no Bahia
- 68 jogos
- 37 vitórias
- 11 empates
- 20 derrotas
- 59,8% de aproveitamento
Nuno Krause é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. Antes, foi correspondente da Itatiaia no Nordeste. Formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), acumula passagens por Bahia Notícias, Jornal A TARDE e Rádio Salvador FM.



