Dirigentes e atletas do Bahia recebem ameaça de morte; muros do CT são pichados
Vitor Hugo, Kanu, Cicinho, Ademir e Everaldo e Carlos Santoro aparecem em fotografias coladas em sacos plásticos na cor preta, que remetem a cadáveres

Além da crise em campo, com o clube em situação crítica, com chances concretas de atravessar um novo rebaixamento, o Bahia também tem que lidar com outro problema interno. Após os protestos seguidos à derrota para o América, no regresso da equipe a Salvador, nesta terça-feira (5) foi a vez de atletas e dirigentes serem alvos de ameaças de morte. O CT do Tricolor também foi pichado.
Em imagens que circulam nas redes sociais, os zagueiros Vitor Hugo e Kanu, o lateral-direito Cicinho, além dos atacantes Ademir e Everaldo e do diretor-executivo Carlos Santoro aparecem em fotografias coladas em sacos plásticos na cor preta, que remetem a cadáveres.
No CT Evaristo de Macedo os muros foram pichados com pedidos de saída da diretoria e do atacante Ademir, um dos principais alvos da torcida depois de perder boas oportunidades de gols na derrota para o América.
A Itatiaia procurou a assessoria de comunicação do Bahia com pedido de posicionamento sobre as ameaças, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.
Na madrugada da segunda-feira (4), ao retornar de Belo Horizonte, a delegação do Bahia foi recebida com protestos calorosos. A Polícia Militar interveio com tiros de balas de borracha para dispersar os tricolores que tentaram se aproximar dos jogadores. Houve correria. No vídeo que circula nas redes sociais é possível ouvir queixas direcionadas ao técnico Rogério Ceni.
Jornalista, natural do Recife, é atualmente correspondente do portal Itatiaia Esporte na região Nordeste. Com mais de uma década de experiência no jornalismo esportivo, tem passagens pela Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco, Superesportes e NE45. Em Portugal, trabalhou por O Jogo e Sport Magazine.
