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Ceni revela abalo psicológico no Bahia e é direto sobre pênaltis desperdiçados

Treinador também apontou erro de Ademir em lance que gerou gol do O'Higgins

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Técnico Rogério Ceni durante entrevista coletiva na Arena Fonte Nova
Técnico Rogério Ceni durante entrevista coletiva na Arena Fonte Nova • Letícia Martins/EC Bahia

O técnico Rogério Ceni avaliou de forma franca a eliminação do Bahia da Copa Libertadores, após derrota nos pênaltis para o O’Higgins, do Chile. O treinador destacou o peso emocional do revés e afirmou viver o momento mais difícil no clube desde a luta contra o rebaixamento em 2023.

Nas cobranças decisivas, o jovem Dell, de apenas 17 anos, e o experiente meia Everton Ribeiro, capitão e camisa 10 da equipe, pararam no goleiro Carabalí.

Ceni explicou a escolha por Dell e ressaltou o critério adotado antes da definição dos batedores. Apesar do erro, o treinador saiu em defesa dos jogadores que assumiram a responsabilidade no momento decisivo, incluindo o principal nome técnico do elenco.

“Dell no treino foi bem, bateu na Seleção Brasileira. Ele vem jogando, entrou hoje com o Everaldo. Vejo os pênaltis, ele bate melhor que os homens de defesa. Estava entre ele e o Kike, que também é jovem, e o aproveitamento do Dell foi melhor, ele quis bater”, explicou Ceni.

“Oportunidade é dada, é um garoto, mas já bateu em outras situações. Everton [Ribeiro] perdeu também. Só perde quem assume a responsabilidade”, complementou o treinador.

[read_too_auto query_format="category" posts_limit="3" posts_origin="ec-bahia" title="Leia também"][/read_too_auto]Ceni também comentou o lance que originou o gol do time chileno, apontando uma falha individual, mas evitando personalizar a culpa pela eliminação. Ele ainda reconheceu o impacto emocional da eliminação precoce no elenco.

“O erro que iniciou o gol [do O'Higgins], foi do Ademir, lance fácil, mas não adianta condenar [...] Num lance bobo você acaba jogando tudo fora. Psicologicamente é muito difícil reverter de forma imediata”, afirmou.

“Peso gigantesco que a gente carrega para a sequência do ano, do Baiano e Brasileiro. Momento mais desfavorável que enfrentamos. Em 2023 teve a briga de rebaixamento, mas fora isso é o momento psicologicamente mais difícil para a gente”, completou.

Com a queda na fase preliminar da Libertadores, o Bahia encerra seu calendário internacional em 2026 e passa a concentrar esforços exclusivamente no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

Antes disso, neste fim de semana, o Tricolor entra em campo pela semifinal do Campeonato Baiano, contra a Juazeirense. O jogo único e eliminatório está marcado para sábado (28), às 17h (de Brasília), e será realizado na Arena Fonte Nova, em Salvador.

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Lincoln Oriaj é correspondente da Itatiaia em Salvador e cobre o futebol do Nordeste. Antes da Itatiaia, fez a ASCOM do Botafogo/BA e colaborou em TVE, ge.globo e Jornal A TARDE.

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