Após mais uma falha de goleiro do Bahia, Ceni abre o jogo sobre crise na posição
Marcos Felipe, Ronaldo e Danilo Fernandes vivem momento de instabilidade emocional

O empate em 3 a 3 com o Fluminense, no último sábado (9), pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, trouxe novamente à tona um problema recorrente no Bahia em 2025: a instabilidade de seus goleiros.
Titular nas últimas cinco partidas, Ronaldo sofreu cinco gols nesse período, cometendo dois erros diretos. Ao todo, são 14 jogos no ano com, pelo menos, seis falhas registradas.
Marcos Felipe, que atuou 30 vezes em 2025, também vive fase conturbada, com falhas recentes contra o América de Cali-COL, nos playoffs da Copa Sul-Americana, e diante do Fortaleza, pelo Brasileirão. Danilo Fernandes, terceira opção, não tem recebido oportunidades.
Após a nova falha na Arena Fonte Nova, em Salvador, o técnico Rogério Ceni foi direto ao falar sobre a situação. Para ele, o principal desafio dos arqueiros neste momento é superar a pressão psicológica.
“Eles vão ter que superar o momento mental adverso, o momento psicológico adverso. Quando a torcida adversária te vaia não tem problema. Quando é sua torcida que vaia, é preciso força mental”, afirmou.
“Sei que eles têm capacidade para exercer a função, eles têm a parte tática, técnica, têm as informações e a capacidade para executar. Mas eles vão precisar, com a confiança de todos dentro do clube, superar esse momento negativo”, acrescentou.
Ceni também pediu apoio da arquibancada para ajudar na retomada da confiança dos goleiros e explicou que, em casos de insegurança, os atletas precisam simplificar o jogo em vez de tentar uma jogada mais difícil.
“Acho que primeiro temos que construir uma atmosfera mais favorável dentro do estádio. E para isso acontecer, qualquer um dos três goleiros vai precisar ter um fortalecimento mental muito grande para não deixar que nada os atinja nestes momentos”, analisou.
“Na parte técnica temos um treinador de goleiros, e eu me intrometo muito pouco. Deixo eles trabalharem. Na parte tática, de jogo, de construção, sim. Eu me envolvo porque é isso que eu peço para eles”, revelou Ceni.
“No jogo, as reações são diferentes dos treinamentos, eu entendo. O modo como a torcida reage também tira a confiança, e isso eles vão precisar ganhar. Não dá para passar confiança. Você pode pedir, mas a atmosfera é o que vai determinar”, concluiu.
Apesar do empate diante do Fluminense, o Bahia segue no G4 do Brasileirão com 30 pontos em 17 jogos, na 4ª colocação. O próximo compromisso é contra o Corinthians, pela 20ª rodada da Série A, às 21h de sábado (16), na Neo Química Arena, em São Paulo.
Lincoln Oriaj é correspondente da Itatiaia em Salvador e cobre o futebol do Nordeste. Antes da Itatiaia, fez a ASCOM do Botafogo/BA e colaborou em TVE, ge.globo e Jornal A TARDE.



