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Vágner Mancini tenta entender os apagões que o Ceará sofre no segundo tempo

Contra o ABC, na quarta-feira (28), mais uma vez o time abriu vantagem e cedeu o empate no segundo tempo; treinador vê perda de concentração

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Richardson, do Ceará, em ação contra o ABC pela Copa do Nordeste • Felipe Santos/Ceará SC

O torcedor do Ceará já tinha visto o filme alguns dias antes: o time abre uma vantagem boa no primeiro tempo, mas tudo desanda no segundo e a vitória, que parecia certa, não é confirmada. Para o técnico Vágner Mancini pode estar faltando concentração para os jogadores em alguns momentos das partidas.

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Nesta quarta-feira (28), o Vozão abriu 2 a 0 contra o ABC, lanterna do Grupo B da Copa do Nordeste, dentro de casa, na Arena Castelão, e em 12 minutos cedeu o empate. O 2 a 2 foi péssimo e tirou o time da zona de classificação, o G4, do Grupo A do Nordestão.

Contra o Fortaleza no Clássico-Rei, 11 dias antes, foi ainda pior: o time também abriu 2 a 0, mas levou a virada, três gols, em 12 minutos. No fim ainda conseguiu empatar com um gol de pênalti. Para Mancini, o time tem levado muitos gols na metade da segunda etapa.

"Pelas nossas contas, dos sete gols sofridos no ano, seis foram exatamente entre 15 e 25 minutos do segundo tempo. E isso mostra que nossa equipe tem uma tendência de cair nesse tempo. Ou perde a concentração, ou tudo mais, e é obvio que estamos atentos a isso, estamos tentando arrumar", disse o treinador.

Ele disse que alertou o grupo no vestiário no intervalo do confronto contra o ABC, quando vencia por 1 a 0, que o time tinha que voltar atento e não repetir o Clássico-Rei. Isso até aconteceu, com Erick Pulga fazendo 2 a 0 logo no primeiro minuto, mas tudo desandou entre o minuto 17 e o 29, com os dois gols do rival.

"Foi falado no vestiário sobre isso, que nós não deveríamos, de maneira alguma, voltar da mesma forma que aconteceu no clássico, onde a gente tinha uma vantagem e acabou rapidamente perdendo. Aí a gente faz o dois a zero ainda no começo do segundo tempo e há um apagão, são dois ou três lances de dificuldade, de decisões mal tomadas, e o ABC empata", disse Mancini.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

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