Belo Horizonte
Itatiaia

Presidente do Ceará admite dívidas com parte dos atletas dos elencos de 2022 e 2023

João Paulo Silva fez pronunciamento para tratar de casos divulgados depois que o atacante Barletta acionou a Justiça pedindo rescisão do contrato por falta de pagamento

Por
João Paulo Silva, presidente do Ceará, anunciou novo patrocínio máster do clube até 2026
João Paulo Silva, presidente do Ceará • Israel Simonton/Ceará SC

Em um pronunciamento divulgado pelo departamento de comunicação do clube à imprensa e nas redes sociais, o presidente do Ceará, João Paulo Silva, admitiu dívidas com atletas que passaram pelo elenco nas temporadas de 2022 e 2023. O assunto estourou, e gerou crise, depois que o atacante Barletta abandonou o time e acionou a Justiça pedindo a rescisão indireta do contrato por falta de pagamento.

"Em 2022, como todos sabem, o Ceará foi rebaixado para a Segunda Divisão e as receitas são completamente diferentes, principalmente no contrato de direitos de transmissão. Isso impactou nas nossas contas. Hoje temos alguns compromissos ainda a pagar para atletas de 2022 e alguns atletas de 2023, mas todos já conversamos. Estaremos fazendo a resolução em breve", disse Silva.

Ele admitiu o débito com Barletta, principal contratação de 2023 e que já custou ao clube R$ 2,2 milhões, pagos ao Corinthians, do total de R$ 6,6 milhões por 50% dos direitos econômicos do jogador. Barletta interessa ao Sport, rival direto do Ceará ao acesso no Brasileiro da Série B de 2024.

"O clube foi surpreendido com o Barletta. Eu sei do débito que existe com o atleta. O clube está se defendendo, está em segredo de justiça. O que posso falar do valor da compra é que nós chegamos a pagar R$ 2,2 milhões ao clube e o Ceará tem 50% do atleta. O departamento jurídico está responsável por toda a defesa", disse o cartola.

João Paulo Silva falou também sobre o valor que deve ao Floresta, clube da elite do futebol cearense e da Série C nacional. O clube da capital cearense acionou a Justiça cobrando o valor de R$ 1.896.551,32, referente ao repasse da venda do zagueiro Marcos Victor ao Bahia. O Floresta detinha 40% dos direitos econômicos do jogador. A informação foi revelada pelo jornalista Mário Kempes em seu blog.

"Realmente existe uma dívida. Vendemos o Marcos Victor e o Floresta tem 40% desse valor. Infelizmente não conseguimos honrar, nas datas acordadas. Ele [presidente do Floresta] está no direito dele e entrou com uma ação. Mas a gente vai resolver, é uma dívida do clube", falou o presidente, que disse aguardar a entrada de algumas receitas de direitos de transmissão, de mecanismo de solidariedade, quando ex-atletas revelados pelo clube são negociados, e de cotas de participação em torneios para honrar as dívidas.

Sobre a dívida fiscal de R$ 46 milhões, revelada no início da semana por conselheiros de oposição, João Paulo Silva disse que o caso está sendo resolvido.

Por

Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais