Ceará x Sport: confusão deixa 390 assentos quebrados no Castelão
Torcedores dos dois times arrancaram e arremessaram as cadeiras no fim do jogo pela Copa do Nordeste

O número foi revelado pela Secretaria de Esporte (Sesporte) do Ceará. Foram 390 cadeiras quebradas na Arena Castelão, nem todas no setor sul, onde ocorreu a confusão. O prejuízo é de R$ 184,47 mil e o pagamento é feito, normalmente, pelo clube mandante. O governo do Estado é o responsável pela administração do estádio.
A confusão entre torcedores do Ceará e do Sport, com cadeiras arremessadas e necessidade de ação policial, ocorreu na quarta-feira (19), na Arena Castelão, em Fortaleza, no finalzinho do primeiro jogo da final da Copa do Nordeste que teve a vitória cearense por 2 a 1. O segundo confronto será em 3 de maio, na Ilha do Retiro, no Recife.
É comum cadeiras quebradas no Castelão principalmente porque torcedores costumam subir nos assentos para comemorar gols. Na quarta-feira, entretanto, após o gol do Sport, aos 52 minutos do segundo tempo, fãs dos dois times começaram a arrancar os assentos para atira uns contra os outros. A torcida do Sport estava no superior sul e havia torcedores do Ceará no inferior sul.
A procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) ainda não se pronunciou sobre o caso. O Ceará vai ter que cumprir nas seis primeiras rodadas como mandante no Campeonato Brasileiro da Série B punição de jogar sem torcida por causa de outra confusão, ocorrida em 2022.
Em 16 de outubro de 2022, torcedores do Ceará invadiram o gramado do Castelão para tentar agredir atletas do elenco no empate por 1 a 1 contra o Cuiabá. O árbitro Caio Max encerrou o confronto antes do fim e ao término da competição o Ceará foi rebaixado.
O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) acabou punindo o Alvinegro com seis jogos sem torcida, que serão cumpridos no Campeonato Brasileiro da Série B de 2023 - os três últimos poderão ter a presença de crianças de até 12 anos e mulheres. O primeiro será neste sábado (22), contra o Guarani, no estádio Presidente Vargas.
""Me preocupa as crianças, me preocupa os pais, as famílias que vêm a desfrutar o jogo. Está demais isso, não sei quem começou, mas hoje estamos cumprindo pena de não ter torcida no Brasileirão. Como que não aprendemos? O futebol pode ter rivalidade, agressão não é parte do futebol", disse Gustavo Morínigo, técnico do Ceará.
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.
