Ceará busca acesso contra o Guarani na mesma cidade em que voltou à elite em 2009
Naquela ocasião rival foi a Ponte Preta, em Campinas; vitória por 2 a 1 selou retorno à Série A após 16 anos

Em 21 de novembro de 2009, o Ceará venceu a Ponte Preta no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, por 2 a 1, com gol salvador de Fabrício, aos 31 minutos do segundo tempo. Com esse resultado, o Vozão voltaria a jogar na elite nacional, em 2010, após 16 anos de espera.
Pouco mais de 15 anos depois desse acesso, no próximo domingo (24), o Ceará voltará a Campinas, cidade do interior paulista a cerca de 100 km de São Paulo, para tentar voltar à Primeira Divisão.
O rival será outro, o Guarani, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, às 18h30 (de Brasília), pela 38ª e última rodada da Série B.
Em 2009, o Ceará terminou a Segundona na 3ª colocação, com 19 vitórias, 11 empates e 8 derrotas. Com 68 pontos, ficou atrás do Vasco, campeão com 76, e curiosamente do Guarani, o segundo com 69. Fechou o G4 o Atlético-GO, que obteve 65 pontos.
A campanha teve problemas. Na quarta rodada, o time se encontrava na zona de rebaixamento e o então técnico Zé Teodoro foi demitido. Paulo César Gusmão, o PC Gusmão, assumiu e o grupo engrenou com vitórias convincentes, como conta o Vasco, no Maracanã, por 2 a 0.
O elenco tinha jogadores considerados ídolos no Ceará, como os atacantes Sérgio Alves e Mota.
Em 2024, a campanha tem coincidências com 2009 além da decisão ser em Campinas.
O time começou também com um outro treinador, Vágner Mancini, que deixou o time com campanha irregular, em 11º lugar. Assumiu Léo Condé, credenciado por ter subido com o Vitória em 2023, e que levou o time a condição de depender apenas de si na última rodada pelo acesso.
Se ganhar do Guarani, pior time da Série B este ano e que já está rebaixado para a terceira divisão, o Vozão sobe, independentemente de qualquer outro resultado.
Se empatar, precisa que Mirassol (recebe a Chapecoense) ou Novorizontino (visita o Goiás) perca, ou que o Sport não vença o Santos, no Recife.
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



