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Pedrinho explica o futuro do futebol do Vasco e da SAF, após saída da 777

Presidente vascaíno conta os bastidores da troca no comando da SAF e como o clube vai ficar na sequência da temporada

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Após o triunfo por 2 a 1 desta quarta-feira, em jogo válido pela Primeira Liga, no Mineirão, o auxiliar técnico Pedrinho pediu apoio da torcida ao treinador.
Pedrinho prometeu mais reforços para o Vasco • '

“O que gostaríamos é que tivéssemos um sócios que respeitasse essa sociedade e que o Vasco estivesse voando em todos os aspectos. O que foi feito foi muito acertado, me orgulho muito de ter feito isso. Eles (A-CAP) vieram ao Brasil, tivemos uma reunião muito cordial. Eles não têm interesse em tocar o futebol, obviamente a relação ficou muito melhor. Para quem dizia que a ação causaria uma instabilidade jurídica, pelo contrário. Ela trouxe uma estabilidade. Passamos ao mercado que temos uma estabilidade jurídica, isso é uma ótima notícia. A gente já passou desse cenário, agora vamos ter responsabilidade com o clube. O clube foi tratado com irresponsabilidade financeira, queremos passar ao mercado interno e externo que o Vasco hoje tem uma estabilidade para tocar o futebol”, completou.

Pedrinho confirmou que não haverá mais nenhum aporte da 777 Partners no futebol do clube e garantiu que se não tivesse tomado as medidas necessárias, os atletas cruzmaltino sequer estariam com salários em dia.,

“Se nós não estivéssemos no controle, talvez os atletas nem salários teriam. Já fizemos contato com alguns empresários para regularizar as luvas. É bom conversar com alguns empresários para entenderem a realidade do que era. Essa definição (financeira) já está definida através de investimentos para que possamos honrar os compromissos até o final da temporada”, contou.

Venda do futebol

Com a saída da 777 Partners e o clube retomando o controle do futebol, Pedrinho confirmou que o Vasco busca um parceiro para controlar a SAF do clube no lugar deixado pela empresa norte-americana.

“Temos conversas com alguns investidores, mas a gente tem que ter muita calma nesse momento. Meu primeiro objetivo é o que falei, já temos uma estrutura financeira para cumprir com todas as despesas que temos até o fim de 2024, tentar ser certeiro na janela, de forma muito responsável. Potencializar os nossos atletas, que já vimos que podem dar muito mais, para sermos competitivos até o fim do ano. E aí sim, com uma outra cara para a próxima temporada a gente bota muito mais do que a gente imagina e pensa sobre planejamento esportivo”, afirmou.

Ele ainda destacou toda a dificuldade que está enfrentando no cargo. Algo, segundo ele, inédito para qualquer um que presidiu o Vasco.

“É um ano muito atípico, isso que as pessoas têm que entender. Nenhum presidente passou por esse processo que eu tô vivendo. Sair de alguns princípios e valores esportivos, ter flexibilidade para entender o momento faz parte de uma gestão. Ter a humildade de mudar de rota. É isso que a gente tá fazendo pelo semestre que a gente tem, que é muito atípico de qualquer realidade esportiva no Brasil”, analisou.

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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.

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