Desafio, contrato longo e agente de Rossi: entenda a chegada de Payet no Vasco
Craque francês chegará ao Cruz-Maltino com vínculo definitivo até o final de 2025 e com o maior salário da história do clube

Foram mais de duas semanas de conversas e o Vasco conseguiu convencer o meia Dimitri Payet, de 36 anos, a vestir a camisa do clube. Mas a chegada do craque passou por uma alta investida, um longo contrato e uma rede de apoio do empresário Túlio de Melo para o negócio ser fechado.
O agente foi peça chave na negociação. Túlio negociou com o Vasco a chegada de Rossi, em paralelo com a oferta de ter Payet no elenco. O nome agradou toda a cúpula cruz-maltina e, principalmente, a 777 Partners, detentora da maior fatia da SAF do clube.
Mesmo com orçamento já no limite para reforços, a SAF entendeu que um nome como Payet elevava o nome do Vasco, tanto na área de marketing, quanto em relação à força no mercado. Mesmo com o clube na zona de rebaixamento, o Cruz-Maltino deu o recado que tem força aquisitva.
Para convencer Payet, o Vasco ofereceu um contrato até o final de 2025. Isto é, o meia francês fez seu último grande contrato, por assim entender. Ele rejeitou ofertas do próprio futebol francês, como propostas do mundo árabe. Além disso, terá o maior vencimento da história do clube.
Por fim, Payet foi um dos poucos grandes jogadores que se mostraram empolgados com a posição do Vasco na Série A do Campeonato Brasileiro. Isto mesmo. Apesar do clube ser o 19º colocado - quando fez a oferta era o lanterna - o meia entendeu que pode chegar e ajudar na mudança.
Payet e seu estafe sabem que pode chegar e se tornar ídolo. A ideia do jogador é ajudar o clube a sair da incômoda colocação e se manter na Série A. A promessa é que a equipe ficará ainda mais forte em 2024, em caso de manutenção na elite. O craque aceitou o desafio.
Cartada final
A contratação de Dimitri Payet é vista como a cartada final do Vasco na janela de transferências. Podendo inscrever jogadores no Brasileiro até o dia 25, o clube não vai mais se movimentar no mercado. O zagueiro Robert Rojas foi a única exceção que esteve no radar.
Rojas ficou próximo de fechar, mas um pedido de renovação do River Plate-ARG, detentor dos direitos econômicos, para emprestá-lo fez o negócio esfriar. O paraguaio não quis assinar um novo contrato e Ramón Díaz - que exigiu o jogador - ficou sem seu defensor que pode atuar na zaga e lateral.
De qualquer maneira, o acerto com Payet empolgou a comissão técnica e toda a cúpula de futebol. Há seis pontos de deixar o Z4, com 20 rodadas a disputar, o Vascvo está confiante no seu fator novo para buscar - quem sabe - até uma vaga na próxima Copa Sul-Americana, sem nunca pensar em voltar à Série B.
Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.
