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Presidente do Fluminense revela ação conjunta com o Flamengo contra MP das Bets

Mattheus Montenegro afirmou que clube está junto com o arquirrival para tentar impedir a Medida Provisória que entrou em vigor no último dia 5

Por, Rio de Janeiro (RJ)
Presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, detalhou a questão da MP das Bets
Presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, detalhou a questão da MP das Bets • Marcelo Gonçalves/F

Antes da goleada sobre o Coritiba pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, comentou à FluTV sobre os impactos da recente MP das Bets no clube.

Afetado pelo veto do Governo Federal à patrocinadora Superbet, o dirigente criticou a falta de previsibilidade da medida. O clube fará ação conjunta com o Flamengo.

"Foi uma medida provisória que pegou a gente surpresa, porque do dia pra noite. Sempre falei que quando fosse tratado esse tema, não ia entrar em debate político, porque eu acho que o clube não tem que se meter institucionalmente em discussão política. Mas o ponto que nos prejudicou bastante foi a falta de previsibilidade. Enfim, uma decisão que foi aplicada, assim, de surpresa, nos prejudica bastante", lamentou.

Apesar do imbróglio, Fluminense e Flamengo fecharam um acordo com suas respectivas patrocinadoras para exibir uma mensagem unificada nos uniformes no clássico do próximo domingo (11). O duelo acontecerá às 17h30 (de Brasília), no Maracanã.

“A gente vai, no fim de semana, entrar com uma camisa um pouco diferente no Fla-Flu. Houve um alinhamento entre a Superbet, que é o nosso patrocinador, com a Betano, e eles pediram para Fluminense e a Flamengo jogarem com a mesma mensagem na camisa, que proibir, não é proteger”, disse.

Problema no caixa

Montenegro ainda foi direto ao falar do problema financeiro que vai afligir o Fluminense com a saída repentina de seu principal patrocinador.

"No caso do Fluminense, especificamente, o contrato com a Superbet está suspenso. A Superbet está trabalhando para manter as obrigações que se tem. Mas a nossa contrapartida fica suspensa, porque o contrato foi feito para a gente exibir a marca Superbet. E tem alguns efeitos colaterais para a gente, como uma receita muito importante que são as placas que ficam ali em volta do gramado”, comentou, concluindo:

“A maior parte desse dinheiro vem das empresas de bet. Tinha uma previsão nesse contrato, dizendo que se houvesse alguma restrição ao setor, eles poderiam rediscutir o contrato. E é isso que está acontecendo nesse momento”, finalizou sobre o tema.

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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.

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