Técnico do Flamengo sobre venda de Fabrício Bruno ao Cruzeiro: ‘Não queria que saísse’
Filipe Luís abre o jogo a respeito de saída de jogadores do Rubro-Negro em 2025, como o zagueiro Fabrício Bruno e o meia Carlos Alcaraz

Após a conquista da Supercopa do Brasil, neste domingo (2), Filipe Luís abriu o jogo sobre a movimentação do clube no mercado de transferências. O técnico explicou as saídas de Fabrício Bruno, vendido ao Cruzeiro, e Carlos Alcaraz, negociado com o Everton-ING, por exemplo, e garantiu que não queria que os dois deixassem o grupo.
"Pelo investimento que foi feito (na contratação de Alcaraz), era uma preocupação minha. Foi um investimento muito alto e não estava tirando o melhor do jogador. Foi uma conversa franca. Ele decidiu partir para o Everton. Mandei uma mensagem para ele, me respondeu, e adoro o Alcaraz. Sempre teve minutos porque é um jogador que não desiste, luta, corre. Insisti nele até o final. Nem todos darão certo. Me sinto em dívida com ele pois não tirei o melhor. Da mesma forma com o Fabrício Bruno. Não queria que ele saísse. O Fabrício, para mim, era um jogador super importante no elenco. Talvez, sem ele, não seríamos campeões da Copa do Brasil (em 2024). Ele queria sair", explicou Filipe Luís.
Na entrevista coletiva após a vitória sobre o Botafogo, em Belém, o técnico foi questionado sobre a saída do atleta e explicou como trata os jogadores no dia a dia. Confira, na íntegra, a resposta.
"Para começar, como eu trabalho. Eu trabalho, eu olho e fixo nos pequenos detalhes do que o jogador me apresenta no dia dele, quando está trabalhando comigo. Se chega no horário, se esforça no aquecimento, se é um líder, se leva a sério, absolutamente tudo. Se quer aprender, tem ambição, com quem são as relações. Eu olho tudo de todos. Falo isso porque quando conversei com o Boto, e nossa relação é espetacular, falamos de todos jogadores", afirmou Filipe Luís.
"Falei quais que estavam bem, quais não estavam tão bem, e expus a ele preocupação com Alcaraz, pois foi uma contratação muito cara. É meu dever tirar o melhor rendimento dele, do Lorran, Arrascaeta e todos eles. Podemos falar do Alcaraz assim como o Plata, que estava no banco quando cheguei aqui. Sempre que entrava, melhorava o time. O Alcaraz não estava tão bem. Eu olho o momento. Se o jogador não fala no campo, não dá. Tem que mostrar que está no nível. Como mostrou Michael, Evertton (Araújo)... O jogador fala em campo e eu adapto o time em função dos jogadores que tenho."
"A filosofia não muda. Time pressionando, impositivo, que quer dominar o jogo. O Alcaraz me chamou na sexta para conversar, falou que tinha uma proposta do Everton."Conta comigo ou não conta comigo?", queria saber. Eu fui muito sincero: "Nesse momento você está atrás dos que estão na sua posição. Arrascaeta, Gerson, volantes. Você está atrás de todos eles. É sua função brigar pela posição". Ele disse que aceitava isso, que sabia que não estava bem. Falei o que achava que precisava, uma conversa sincera. No outro dia, decidiu sair. Fico triste pois sinto que é um fracasso meu", concluiu o treinador do Flamengo.
Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



