Pressão aumenta, mas saída de Sampaoli não entra em pauta no Flamengo
Eliminação na Libertadores muda rumos da temporada do Flamengo, mas saída da comissão técnica não entra em pauta

A eliminação precoce na Libertadores aumentou a pressão para cima do Flamengo, recebido com protesto na madrugada desta sexta, no Rio de Janeiro. A queda muda os rumos da temporada do time, que vê a disputa do título brasileiro distante e apostava no sucesso das Copas, como em 2022, mas a mudança na comissão técnica, neste momento, sequer entrou em pauta na cúpula do futebol.
No comando do Flamengo desde abril, Sampaoli completou 30 jogos. O aproveitamento de 64% dos pontos não representa a irregularidade, em termos de desempenho, que a equipe segue apresentando. E, internamente, os jogadores também vistos como responsáveis, não só o treinador.
Vale destacar que Jorge Sampaoli chegou ao clube com grande apoio de Rodolfo Landim, com quem já mantinha contato de outras temporadas. Na apresentação do argentino, em abril, o presidente afirmou: "Sampaoli é um sonho antigo do Flamengo. Foram várias vezes das quais nós conversamos. Dessa vez houve a possibilidade de ambos os lados chegarem a um acordo. Tem a cara do Flamengo."
A queda na Libertadores tem impacto esportivo e financeiro - veja aqui - e reforça a importância da Copa do Brasil. Atual campeão, o Flamengo está próximo da final após vencer o Grêmio, na ida em Porto Alegre, por 2 a 0. A partida decisiva será nesta quarta (16), no Maracanã, às 21h30 (de Brasília).
Enquanto isso, o discurso adotado por diretoria e jogadores é de que o título brasileiro é, sim, possível, apesar da atual distância de 13 pontos para o líder Botafogo. A oscilação da equipe no torneio já foi contestada pelo próprio Jorge Sampaoli, que, após o 3 a 0 para o Cuiabá, fez críticas à passividade.
É neste cenário, com um relacionamento distante dos jogadores - como habitual em seus trabalhos - e ainda abalado pelo episódio de agressão ao atacante Pedro, que Sampaoli permanece no Flamengo.
Temporada de fracassos
A queda precoce na Libertadores foi o mais recente episódio de uma temporada marcada por fracassos. Vindo de um segundo semestre avassalador sob o comando de Dorival Júnior, quando conquistou Copa do Brasil e Libertadores, o Flamengo iniciou 2023 visando o Mundial de Clubes.
A partir da chegada de Vítor Pereira, contudo, nada saiu como esperado. O Rubro-Negro perdeu a Supercopa do Brasil, a Recopa Sul-Americana e frustrou toda a torcida ao cair na semifinal do Mundial. A virada para o Fluminense na decisão do Carioca foi o fim da linha para o técnico português no clube.
Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.
