José Boto critica impedimento semiautomático e arbitragem em Flamengo x São Paulo
Diretor de futebol rubro-negro 'soltou ao verbo' ao falar de lances polêmicos do empate pelo Campeonato Brasileiro

Diretor de futebol do Flamengo, José Boto foi a público na noite desta segunda-feira (27), para falar sobre a arbitragem do empate com o São Paulo, por 1 a 1, nesse domingo (26), pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.
As indignações do dirigente foram reveladas em um vídeo divulgado pelo clube. No registro, o português aponta dois lances cruciais para o resultado final da partida: o não marcação de um suposto pênalti de Wendell em disputa com Arrascaeta e a anulação do gol de Samuel Lino, após posição irregular de Wallace Yan no lance, com ajuda da técnologia do impedimento semiautomático.
No primeiro lance polêmico, Boto pediu que a CBF definisse critérios mais claros para a marcação ou não de falta no futebol brasileiro. Ele também disse acreditar que o lance seria pênalti para o Flamengo, pois o jogador do São Paulo teve "clara intenção de desviar com o braço".
"Aquilo é pênalti porque ele [Wendell] tira vantagem da posição do braço, é uma clara intenção de desviar com o braço. De qualquer forma, a comissão tem que vir e dizer: 'Aqui a regra é sempre essa'. Isso ajuda o árbitro e o VAR. Eu não culpo o Daronco, a visão dele podia não ser a mais clara, mas a do VAR tem que ser clara. E se a regra é essa, tem que ser para sempre em todos os estádios. O que não pode acontecer é eu ouvir especialistas de arbitragem dizendo que podia marcar ou não. Isso que cria e gera polêmicas e faz com que a arbitragem não tenha tranquilidade suficiente para fazer bom trabalho", desabafou Boto.
Sobre o impedimento semiautomárico, o dirigente rubro-negro disse que a tecnologia precisa ser mais clara. Para ele, é necessário que fique evidente em qual momento a linha de impedimento é traçada.
"Eu não sou especialista em tecnologia, mas quando a linha é traçada? O impedimento é traçado no momento do passe, e isso nunca é visível nas imagens que dão. Uma imagem que mostra a altura da bola sair, e depois traçada. Ontem só mostrou os dois jogadores (na área), não temos certeza (do momento). Não estou a duvidar que não foi traçada na altura que o passe é feito. Mas isso que a CBF tem que esclarecer. E dizer: "Amigos, está certo ser traçado assim, falta um software para mostrar isso". Isso evita qualquer polêmica", refletiu Boto.
Arbitragem brasileira
No vídeo, Boto ainda falou que acredita no bom trabalho da arbitragem do Brasil. Ele elogiou os trabalhos dos árbitros brasileiros que estiveram na Copa do Mundo e ligou a boa atuação aos critérios bem estabelecidos de marcação ou não de faltas.
Tivemos na Copa o Claus, o Wilton e o Abatti com boas atuações. Porque lá os critérios são claros. Uma falta que no Brasil levou à expulsão do Carrascal, no Mundial nem sequer falta é. Se é diferente aqui, tem que ser sempre. No jogo de ontem, tem que ser claro se a utilização do braço ostensivamente, mesmo perto do corpo para tirar vantagem, é falta ou não. Tem que vir a comissão de arbitragem da CBF e dizer que não é falta em nenhum estado do Brasil e em nenhuma parte do campo. E pode fazer gol com o braço assim.
Giovanna Rafaela Castro é jornalista graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amante de esportes e suas diversas ramificações no extracampo. Passagem por Estado de Minas.



