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Boto: Com MP das bets, Flamengo pode ter que vender até três jogadores

Diretor de futebol do Flamengo fez coro ao presidente do clube

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José Boto é o homem-forte do futebol rubro-negro
José Boto é o homem-forte do futebol rubro-negro • Gilvan de Souza/Flamengo

O Flamengo tem sido o principal ator do futebol contra a aprovação da Medida Provisória que decreta o fim das bets no Brasil. E, nesta quinta-feira (1), o diretor de futebol do clube, José Boto, deu mais uma declaração forte. Afirmou que o clube pode ter que vender ativos em caso de transformação em lei após passagem pelo congresso Nacional.

"Em princípio não, na renovação (de jogadores), não. Até vai fazer com que nós cuidemos mais do que já temos. Como não podemos ir comprar, se calhar - porque para comprarmos precisamos de dinheiro, e é uma coisa que não temos neste momento - não temos esse patrocínio. No pior cenário, estamos falando no pior cenário. O pior cenário, se calhar, passa por termos que vender um jogador, ou dois ou três jogadores, e não conseguirmos repor com a mesma qualidade", lamentou o dirigente.

Anteriormente, o presidente do clube, Bap, já havia utilizado a contratação de Lucas Paquetá como exemplo. E Boto interpretou a declaração.

"Quando o presidente diz 'Como é que eu vou pagar o Paquetá?', não é o Paquetá. São os acordos firmados, que foram firmados tendo em consideração que tínhamos contratos assinados, contratos legais assinados. Isto é como na casa de vocês: vocês contam com o dinheiro dos salários de vocês. Se de repente deixam de pagar o salário a vocês, vocês não vão poder pagar a casa de vocês, não vão poder pagar o carro", exemplificou, antes de completar:

"Nós assumimos compromissos, temos compromissos em janeiro, compromissos importantes. E a questão é como é que vamos fazer frente a esses compromissos, o que é que isso impacta no planejamento da temporada de 2027, em que nós estamos trabalhando - e trabalhando sempre pelo pior cenário. No pior cenário, nunca há de deixarmos de pagar salários aos jogadores, atrasar os salários, atrasar as imagens aos jogadores e aos funcionários todos do clube", garantiu.

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Correspondente digital da Itatiaia no Rio de Janeiro. Formado na PUC Rio, já cobriu clubes e negócios do esporte, além de ter experiência como assessor de imprensa e editor de texto. Se o esporte move paixões, ele pode mudar vidas.

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