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Bap, do Flamengo, critica MP contra apostas: 'Como vou pagar o Paquetá?'

Presidente rubro-negro afirma que clube terá problemas com a MP

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Bap disparou críticas à MP do Governo Federal contra as bets
Bap disparou críticas à MP do Governo Federal contra as bets • Rafael Ribeiro/CBF

A Medida Provisória (MP) do Governo Federal contra as casas de aposta tem causado rebuliço nos clubes. No caso do Flamengo, o presidente do clube, Bap, disparou críticas na última segunda-feira (28). Durante participação no canal do clube no Youtube, ele enumerou problemas: o principal é o valor que as empresas do ramo já têm aportado e contratado junto a entidades esportivas. E tais instituições, consequentemente, se comprometeram com investimentos. Como exemplo, o mandatário citou a contratação de Lucas Paquetá.

"(A MP) Causa insegurança jurídica, mas também causa estupefação, surpresa e preocupação para os que são responsáveis como o Flamengo. Isso foi discutido durante anos no Congresso Nacional, a sociedade toda envolvida. Em 80% dos países do mundo, o jogo controlado é permitido. Isso foi discutido amplamente no Brasil. Banimento unilateral, da forma que foi, no momento que foi, é muito difícil de entender a uma semana da eleição. Como vou pagar o Paquetá em janeiro?", alertou.

O meio-campista foi recontratado em janeiro deste ano por 42 milhões de Euros (R$ 249 milhões, em valores atuais), dos quais mais da metade diluídos, e que ainda precisam ser quitados a partir de janeiro. A patrocinadora-máster do Flamengo é a casa de apostas Betano, que aporta 268 milhões por temporada no clube.

"Eu assumi um compromisso importante para o Flamengo (compra de Lucas Paquetá), e tudo que o Flamengo faz é dentro da lei. Não precisamos de ajuda do Governo para pagar dívidas. Essa medida compromete as receitas do futuro. Afeta folha do futebol, contrações, pagamentos, esportes olímpicos", alertou Bap, que concluiu:

"Os campeonatos regionais estão dizimados. Na Argentina estão celebrando isso. Vai enfraquecer o futebol brasileiro, e o futebol argentino ficará mais forte. Você não reduz o endividamento do brasileiro com essa decisão", completou.

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Correspondente digital da Itatiaia no Rio de Janeiro. Formado na PUC Rio, já cobriu clubes e negócios do esporte, além de ter experiência como assessor de imprensa e editor de texto. Se o esporte move paixões, ele pode mudar vidas.

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