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Valentín Adamo se apresenta ao Botafogo e projeta dupla com Tiquinho Soares

O centroavante uruguaio, de 1,93m, chega ao Glorioso com contrato até 2026

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Valentín Adamo, centroavante de 21 anos e 1,93m, é o novo reforço uruguaio do Botafogo
Valentín Adamo, centroavante de 21 anos e 1,93m, é o novo reforço uruguaio do Botafogo • Vítor Silva/Botafogo

Novo reforço para o ataque do Botafogo, o jovem Valentín Adamo impressiona pelos 1,93m de altura. Coube ao próprio uruguaio, que veio do River Plate-URU, apresentar suas características, destacando a finalização e a velocidade "para a sua altura" em sua primeira entrevista como jogador do clube, no Estádio Nilton Santos, nesta quarta. A parceria com Tiquinho Soares, é claro, também foi abordada.


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"Minha principal característica é a finalização, o gol. Como todo atacante, vivo do gol. Pela altura que tenho, sou rápido e habilidoso. Jogo dentro e fora, como o técnico preferir. Tenho um bom jogo aéreo e defensivo. A cada partida e treino deixo tudo, como todo uruguaio", analisou Valentín Adamo.

Valentín Adamo chega como mais uma opção de ataque, com características que são encontradas apenas em Tiquinho Soares - artilheiro do time que tem recuperação prevista em cinco semanas.

Tendo a humildade como valor de família e tatuado na pele, o uruguaio destacou a oportunidade de aprender com o novo companheiro, mas também projetou formar dupla de ataque com Tiquinho.

"Nos falamos um pouco. Espero que se recupere logo, é um jogador que vou aprender muito treinando e conversando", projetou Valentín Adamo, a respeito dos primeiros contatos com Tiquinho Soares.

"Eu jogava com um centroavante experiente, forte (no Progreso-URU), e nos complementamos bem. Não seria problema jogar com ele (Tiquinho Soares)", complementou o novo camisa 71 do Botafogo.

Valentín Adamo foi apresentado ao lado do diretor de futebol do Botafogo, André Mazzuco. O profissional explicou que os dados do centroavante chamaram atenção do departamento de scout do Glorioso, que foi observá-lo na segunda divisão uruguaia, pelo Progreso, e fechou o negócio.

"Dentro do nosso departamento, há um setor que trabalha dados de maneira mais aprofundada para encontrar jogadores do perfil que queremos. O Valentín foi observado in loco, chamamos de garimpagem. Estava na segunda divisão, artilheiro, e seu dados para a posição nos chamaram muito a atenção. Entendemos que seria o momento ideal em trazer um jovem. O Valentín se junta a esse projeto a longo prazo. Esperamos que seja muito feliz aqui", afirmou Mazzuco no Estádio Nilton Santos.

A janela uruguaia do Botafogo

Mateo Ponte e Valentín Adamo foram dois dos três reforços contratados pelo Botafogo na janela de julho. Além deles, o Glorioso acertou a chegada de Diego Hernández. O meia - também uruguaio - já está no Rio de Janeiro desde maio e tem ganhado as primeiras oportunidades sob comando de Bruno Lage. O português, inclusive, detalhou o plano do clube para os promissores e jovens jogadores.

Ponte, titular na campanha do título mundial Sub-20 do Uruguai, chega para ser um reserva imediato de Di Plácido. Rafael, o outro lateral-direito de origem, está lesionado e não deve retornar em 2023.

Confira outras respostas de Valentín Adamo, novo centroavante do Botafogo

Relação com Mateo Ponte e Diego Abreu

"Não os conhecia, mas no primeiro dia estava sozinho e me encontrei com eles. É algo muito importante ter uruguaios aqui, para nos ajudar e pelo idioma."

Salto da segunda divisão uruguaia para o Brasileirão

"O Brasil é a melhor liga da América do Sul, tenho muito bons companheiros, como o Tiquinho. Venho para aprender, tenho tudo para isso. Absorver tudo. Hoje (o Brasileirão) é a melhor vitrine para a Europa, mas espero ganhar muito no clube e, no futuro, veremos."

"O futebol uruguaio, na segunda divisão melhorou muito, é televisionado, temos jogadores importantes. Eu saí (do Progreso) com muitos minutos (em campo), com confiança. É uma liga forte, não tão dinâmica quanto a do Brasil, mas muito forte, física e isso me ajudou e me preparou muito para chegar aqui."

Estreia

"No Uruguai estava jogando, tive uma semana livre, mas continuei treinando pois sabia que tinha que estar preparado. É uma mudança, precisa de adaptação, mas acho que estamos bem."

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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