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John Textor mantém crença em modelo que aplicou no Botafogo: 'Sou transparente'

John Textor concedeu entrevista exclusiva à reportagem da Itatiaia

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Textor chegou a controlar também o Lyon
Textor chegou a controlar também o Lyon • Reprodução / Instagram

John Textor chegou no Botafogo, investiu, viu o time ser campeão, mas também se envolveu em polêmicas e, recentemente, foi destituído de poderes no clube. A Itatiaia entrevistou com exclusividade o empresário estadunidense, que segue relevante entre parte da torcida. Ele se mantém propenso a retomar o posto de dono da SAF e segue disparando críticas aos oponentes. Nesta nona parte da conversa de mais de uma hora, ele garante não se arrepender do modelo de negócio que aproxima clubes de diferentes continentes.

O Lyon (FRA) enfrentou grandes dificuldades financeiras, o Molenbeek (BEL) também, o Botafogo está passando por uma disputa envolvendo a SAF. Essa situação fez você repensar o modelo multiclubes?

"Não. Antes de mais nada: não houve irregularidades financeiras na França. O modelo de negócios, se você olhar o meu site pessoal, verá que expliquei isso detalhadamente. A situação do clube que eu assumi... aquele clube estava insolvente quando eu o comprei. Havia 12 ou 13 grandes bancos que já haviam exigido o vencimento de seus créditos, cobrando que centenas de milhões de dólares fossem pagos naquele mesmo ano. O clube estava insolvente. Estava perdendo mais de 130 milhões por ano em suas operações, e alguém precisava resolver isso.", afirmou, antes de prosseguir:

"Olhe ano após ano: a receita aumentou. As despesas precisaram aumentar no primeiro ano em que assumi porque eu tinha um elenco caro. E, se você olhar para a metade da temporada de 2023/4, logo quando assumi a gestão, o time tinha sete pontos depois de 14 jogos. Estava sendo rebaixado. Então precisei gastar dinheiro com novos jogadores. Também precisei substituir os atletas antigos, de alto custo, que não eram bons o suficiente para manter o clube na primeira divisão. Eles eram bons individualmente, mas, como equipe, não eram", analisou o empresário.

No clube francês também houve disputas judiciais e de narrativas. Textor precisou deixar o clube em meio a essas discordâncias, mas mantém o que entende como feitos da época em que era ele o gestor.

"Se você olhar o meu site, verá que melhoramos todos os indicadores, ano após ano. E, quando deixei o comando, em 30 de junho de 2025, toda a redução de custos da qual a equipe de comunicação da Michelle Kang (atual presidente do Lyon) tanto se gaba já estava concluída. Os salários haviam sido reduzidos. As despesas operacionais haviam sido reduzidas", recordou. E acrescentou:

"Tudo isso já havia sido apresentado à DNCG (Direção Nacional de Controle e Gestão) em 30 de junho de 2025. E, seis meses depois, Michelle Kang apresentou seu orçamento à DNCG, e ele era praticamente igual à demonstração de resultados que eu havia entregue antes de sair. Então eu comprei um clube insolvente e eu o recuperei. A dívida, se você olhar o meu site, verá que permaneceu no mesmo nível desde quando assumi até quando saí. Os prejuízos operacionais foram eliminados. O clube saiu da zona de rebaixamento e voltou para a Liga Europa. E agora, com o meu treinador, o meu departamento de futebol e os jogadores contratados pelo meu departamento de futebol, está na Liga dos Campeões", completou.

A batalha nos bastidores do Lyon foi tão complexa quanto a atual, relativa ao Botafogo. E Textor lembra que o órgão que ele critica aqui já havia sido contestado por ele no início do debate.

"Tenho muito orgulho dessa recuperação financeira. Agora, quando a DNCG diz: 'Vamos desligar a tomada e rebaixar vocês por causa de problemas financeiros', todo mundo na França sabe que o Textor, como um americano disposto a romper com o sistema, havia tornado público o seu desejo de acabar com a DNCG. Porque eu acho que é um modelo falho. É um grupo de voluntários sentados numa sala tentando dizer como você deve administrar o seu negócio. E eu defendia abertamente o modelo inglês de PSR (livro de regras), em que as regras são regras contábeis, métricas financeiras, coisas nas quais você pode confiar. Porque você não pode confiar em pessoas reunidas em salas escuras e cheias de fumaça", contestou.

A pergunta acima havia sido sobre o modelo. John Textor promovia interações de diferentes tipos entre os clubes brasileiros, francês, belga, inglês... e não se arrepende, embora tenha tido derrotas.

"Eles queriam que eu saísse da França. E conseguiram. Mas eu nunca, jamais, vou aceitar que alguém diga que fizemos qualquer coisa além de melhorar enormemente aquele clube. Agora, o Molenbeek e o Botafogo têm problemas financeiros porque Michelle Kang violou acordos, cometeu fraude, assinou um acordo paralelo e não pagou o dinheiro que devia: os 12 milhões de euros ao Molenbeek e uma quantia significativamente maior ao Botafogo.", acusou o empresário, antes de finalizar:

"Vou defender meu histórico financeiro. Sou transparente em relação a isso. Ninguém publica esse tipo de informação em seu site com esse nível de detalhe. Eles não acreditam nisso. Então, por favor, acesse o JohnTextor.org e verá todos os números. Você não verá versões distorcidas, propaganda ou redes sociais. Verá apenas os fatos: eu assumo clubes falidos, eu os recupero e lhes trago títulos. É isso que eu faço."

 
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Correspondente digital da Itatiaia no Rio de Janeiro. Formado na PUC Rio, já cobriu clubes e negócios do esporte, além de ter experiência como assessor de imprensa e editor de texto. Se o esporte move paixões, ele pode mudar vidas.

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