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Técnico do Botafogo vê derrota em 'dia péssimo': ‘Foram cirúrgicos’

Com três gols sofridos no primeiro tempo, Glorioso não se encontra em campo e é derrotado pelo Junior Barranquilla no Estádio Nilton Santos

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Fábio Matias durante a derrota do Botafogo para o Junior Barranquilla • Vítor Silva/Botafogo

O Botafogo perdeu por 3 a 1 para o Junior Barranquilla, nesta quarta-feira (3), e o técnico Fabio Matias avaliou como um “dia péssimo” da equipe que sofreu três gols em 40 minutos e criou poucas alternativas ao longo da partida. O técnico ainda citou a eficiência do adversário colombiano.

"Não foi um jogo bom, principalmente pelo primeiro tempo, e isso é óbvio, a gente sabe disso. Entramos um pouco desfocados, entramos um pouco dispersos, isso faz parte também, infelizmente. Isso nos prejudicou muito", avaliou Fábio Matias.

"O time deles foi cirúrgico, teve as oportunidades, teve as chances, fez o gol. O nosso atacar marcando na relação da última linha, em alguns momentos foi prejudicado um pouco. Com pouco de falta de pressão ou de ajuste da primeira linha da nossa equipe. Isso a gente já vinha batendo há algum tempo já para poder ajustar. No intervalo fizemos a correção", completou.

Com o resultado, o Botafogo termina a primeira rodada do Grupo D da Libertadores na lanterna, atrás do Junior e do Universitario-PER, com três pontos, e da LDU-EQU, que também perdeu na estreia, mas por um gol de diferença apenas.

Fabio Matias, de todo modo, seguirá no Botafogo. O profissional foi contratado em janeiro como auxiliar técnico da comissão permanente, e dirigiu a equipe de forma interina após a demissão de Tiago Nunes, em 22 de fevereiro. Foram oito vitórias, um empate e uma derrota neste período.

Além da busca por um novo treinador, John Textor virou protagonista no noticiário após fazer seguidas denúncias de manipulação de resultados no futebol brasileiro. Segundo Fábio Matias, as "questões externas" não impactaram no desempenho da equipe - tampouco o aspecto emocional. Veja mais respostas abaixo.

Aspecto emocional da equipe

"Falar em "emocional é muito vago, é justificar uma coisa que teve uma oscilação, e a oscilação aconteceu no jogo de hoje, então a interpretação, esse entendimento nosso. A gente precisa evoluir isso, a gente fez isso durante vários jogos. A gente tem que ter uma questão mesmo de entender, interpretar e visualizar o jogo em si, e dentro disso a gente não conseguiu executar. Falar de emocionalmente frágil, emocionalmente... não, esquece, esquece isso. Esquece porque isso é uma coisa que eu não consigo enxergar somente isso, eu acho que isso é muito pobre. Muito pobre se justificar sempre na questão emocional."

Impacto da atuação de John Textor

"Dentro do processo diário nosso estava tudo controlado. Os atletas também interpretam e entendem isso da melhor forma. Até o presente momento, as escolhas, todas as determinações, tudo que foi ajustado em relação à equipe, em relação à ideia e modelo, parte da minha liderança. Então, se aconteceu hoje a derrota, a possibilidade maior é de quem está frente do comando no momento, que é minha.

Então, não vejo essas relações externas prejudicando a questão do trabalho. Foi um dia ruim, foi um dia péssimo. Concordo que a intensidade e a agressividade que a gente vinha executando nos jogos anteriores não tivemos hoje."

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.