Renato Paiva vê controle do Botafogo em vitória e elogia Carabobo
Treinador avalia atuação em Valência, na Venezuela, em partida válida pela quarta rodada do Grupo A da Libertadores

Após a vitória do Botafogo por 2 a 1 sobre o Carabobo, na Venezuela nesta terça (6), o técnico Renato Paiva fez elogios ao desempenho do Glorioso. Na visão do treinador português, o seu time "controlou bem o adversário", mas destacou um problema recorrente nesta partida pela quarta rodada do Grupo A da Libertadores: não conseguir "fechar o jogo".
"Como esperava, foi um jogo difícil, uma equipe que nos últimos oito jogos só perdeu para o Botafogo, uma equipe organizada, que tentou jogar no nosso erro, tentou jogar no contra-ataque, com jogadores muito rápidos na frente, algo que conseguimos controlar bem", iniciou Renato Paiva.
"Acabamos por sofrer um gol de bola parada numa bola que sobra, mas de todas as formas controlamos bem o adversário e depois começando a ganhar, é o mesmo problema de sempre: não fecha o jogo, não fecha o jogo, não consegue fazer o segundo gol e andamos ali à mercê do que possa acontecer e do que acabou por acontecer", seguiu o treinador.
O Botafogo saiu na frente do placar com Vitinho, ainda no primeiro tempo, no qual o Carabobo chegou com facilidade ao ataque e finalizou mais do que o Glorioso. Na etapa final, o time venezuelano empatou com Aponte, já aos 30 minutos, mas o gol de Cuiabano, nos acréscimos, garantiu a vitória alvinegra.
Renato Paiva destacou a postura dos jogadores do Botafogo, em especial pela circunstância da partida, inclusive daqueles que saíram do banco de reservas.
"Depois destaco a personalidade e a reação e o caráter dos jogadores que foram atrás de uma vitória que era muito importante. Em função dos resultados anteriores que nós tivemos, era fundamental ganhar aqui, conseguimos. E uma palavra para os jogadores que vieram do banco, que ajudaram bastante, mesmo com as baixas todas que temos e com as faltas dos jogadores que temos, uma resposta muito positiva, jogadores a vir do banco, não é fácil entrar num jogo destes", afirmou Paiva.
Estudiantes e Universidad de Chile se enfrentam nesta quarta (7). Os argentinos têm seis pontos, enquanto a La U lidera a chave com sete. O Carabobo é o lanterna com um ponto.
De volta ao Brasileirão
A próxima partida do Glorioso pelo Grupo A da Libertadores será contra o Estudiantes, no Rio de Janeiro, na próxima quarta-feira (14).
O próximo compromisso do time de Renato Paiva é no domingo (11), contra o Internacional no Nilton Santos, pela oitava rodada do Brasileirão. Veja a tabela da Série A!
Confira outras respostas de Renato Paiva, técnico do Botafogo:
Análise da partida
"Eu acho que é uma vitória justa, não deixando de elogiar a organização do nosso adversário, não é fácil entrar ali, não é fácil jogar, em especial passar aquela linha de cinco médios e depois ter sempre cuidado com as duas setas, porque são de fato muito rápidos estes jogadores. Nós tivemos muito bem, controlamos tudo isso sem dar grandes oportunidades ao nosso adversário e depois aquelas que nós tivemos não concretizamos e o jogo, fica em aberto até o final, mas é uma boa vitória da nossa parte, até pelo momento instável que nós atravessamos. Nossa preocupação neste momento é ganhar e somar pontos."
Escolha dos titulares
"É importante perceber a realidade. Viemos de um jogo muito difícil contra o Bahia pelo Campeonato Brasileiro e, logo em seguida, já tivemos uma viagem sem voltar para casa. Estamos com alguns jogadores fora por lesão e, naquela partida, tivemos desfalques também por suspensão. Então, tive que preparar os dois jogos ao mesmo tempo, ou seja, planejar a partida contra o Bahia já pensando neste jogo."
Mudanças na equipe
"Eu gostaria de ter usado algumas peças no jogo contra o Bahia, mas não coloquei porque queria esses jogadores frescos para esta partida. Além disso, Bahia e Carabobo têm perfis de equipe diferentes, então pensei em atletas que não estão com tanto ritmo, não são tão utilizados, não têm tanta competitividade, mas que chegariam aqui em boas condições para enfrentar um time que eu sabia que defendia muito bem, como já havia feito no Rio. Não é fácil. No Brasileirão, com todo mundo jogando a cada três dias, é preciso planejar dois jogos ao mesmo tempo."
O que tirar de bom da partida?
"O que se pede nesse momento é que, se você vence, isso dá um algo a mais emocional para a equipe. Ganhar assim, na dificuldade, oferece esse impulso extra. Agora quero que os jogadores descansem, porque só temos jogo no domingo. Vamos deixá-los descansar para ver se conseguimos chegar o mais frescos possível para a próxima partida."
Ausência de Savarino
"Sava é um jogador que tem características muito únicas, e nós, no elenco, não temos outro com essas mesmas características. Então, não é simplesmente pela ausência do Savarino, porque vamos jogar com 11 jogadores, mas pela ausência de um atleta com qualidades diferentes de todos os outros. Quando falta esse jogador, é preciso mudar algumas coisas na estrutura, na tática e até na estratégia para a partida."
"Deixa de haver um gerador, um criador de jogadas, especialmente entre as linhas, que é uma zona do campo onde é difícil jogar ao atacar. Quanto mais entre as linhas, mais curto é o espaço. O Savarino é um desbloqueador de jogo, e, na verdade, no elenco atual, ele é único nesse papel. Então, é por aí. Mas vamos jogar com 11, e eu nunca vou reclamar do que está faltando. Precisamos estar preparados para lesões, suspensões... e, se eu ficar chorando por isso, não faço meu trabalho. Eu tenho que fazer meu trabalho."
Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



