Renato Paiva comenta ‘sombra’ de Artur Jorge, mas garante identidade campeã no Botafogo
Treinador do Glorioso foi questionado sobre o trabalho que terá que fazer para lidar com os reflexos do sucesso do antecessor

O treinador Renato Paiva revelou como vai lidar com a ‘sombra’ construída pelo sucesso de Artur Jorge à frente do Botafogo. Em entrevista coletiva logo após o empate por 0 a 0 contra o Palmeiras neste domingo (30), na 1ª rodada do Campeonato Brasileiro, o novo comandante destacou que não tem a intenção de mudar a identidade da equipe campeã, mas sim de fazer adaptações.
“Seria muito pouco inteligente da minha parte chegar aqui e mudar radicalmente o que estava sendo feito, num conjunto de campeões e num modelo de jogos que deu dois títulos ao clube”, disse Paiva, que estreou oficialmente no duelo entre os dois últimos campeões brasileiros.
Contudo, ele entende que o seu trabalho precisará aparecer no desenvolvimento dos jogadores que chegaram e na adequação deles no estilo de jogo campeão da Copa Libertadores e Campeonato Brasileiro.
“Agora, também há de se entender de que saíram jogadores, que interpretavam melhor o plano de jogo que outros. Então o meu trabalho é de fato trabalhar os jogadores que chegaram, perceber as características e perceber se dá para jogar assim, se dá para continuar a jogar assim igual, ou temos que fazer um ligeira adaptação sem perder a tal identidade. Foi o que tentamos”.
Paiva analisa estreia do Botafogo
O novo treinador aproveitou para analisar o empate contra o Alviverde no primeiro jogo da competição nacional. Para ele, o resultado foi justo.
“O jogo para quem vinha de uma serie complicada como vinha o Botafogo é uma resposta afirmativa da nossa parte. Não se traduzem em números, porque de fato o grande pecado da nossa exibição é o último passe, definição no último terço. Muitas das vezes em superioridade numérica, em que não decidimos tão bem e não conseguimos tirar vantagem a partir dessas vantagens e conseguir o gol”, destacou.
Em sua análise, cada tempo foi de um time no Allianz Parque:
“A grande oportunidade da primeira parte é nossa e é verdade que a grande oportunidade da segunda parte é do Palmeiras. Podemos considerar o empate justo, repito: nada satisfeito, viemos aqui para ganhar”, afirmou.
Ele ainda aproveitou para agradecer os jogadores pela recepção:
“Muito feliz porque os jogadores nos receberam de braços abertos. Acreditaram na comissão, acreditaram no plano de jogo e hoje interpretaram o plano de jogo milimetricamente”, finalizou.
O Botafogo ‘voltou’
Mesmo sem estar feliz com o desempenho da equipe, ele acredita que este resultado serve para demonstrar que o espírito vencedor voltou para o elenco do Glorioso.
“Voltou o Botafogo que orgulha os nossos torcedores. Repito, sem estar feliz com o resultado. Acho que é um campo muito difícil, um estádio muito difícil, um adversario tradicionalmente muito difícil”, disse.
O Botafogo volta a campo para a Copa Libertadores. Atual campeão, o Glorioso visita a Universidad de Chile na quarta-feira (2).
Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.



