Belo Horizonte
Itatiaia

John Textor processa três partes, cobra milhões e quer retomar o Botafogo

Empresário estadunidense foi ao ataque na guerra judicial da qual tem sido derrotado em diferentes batalhas

Por
John Textor vive tempos ruins na política do Botafogo
John Textor vive tempos ruins na política do Botafogo • Vitor Silva/Botafogo

John Textor abriu uma nova frente na disputa societária envolvendo o Botafogo. O empresário estadunidense entrou com uma ação na Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, contra a Eagle, João Paulo Magalhães e Carlos Augusto Montenegro. Na prática, ele pede que a Justiça dos Estados Unidos reconheça que ele continua sendo o proprietário de 90% das ações da SAF do Glorioso.

O processo foi protocolado nesta sexta-feira (12), na região onde Textor reside. Na ação, o empresário pede indenização superior a US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões na cotação atual). Os alvos da ação são, respectivamente, a empresa da qual o americano foi afastado do comando; o atual presidente do segmento associativo do Glorioso e o ex-mandatário que apoia João Paulo.

O ponto central da petição é a alegação de que a Eagle não teria concluído a compra das ações da SAF. Segundo Textor, um contrato firmado em novembro de 2022 previa o pagamento de 24,26 milhões de libras para a aquisição da participação societária, mas o valor jamais teria sido quitado.

Com base nessa tese, o empresário sustenta que a operação nunca foi efetivamente concluída. Por consequência, os direitos sobre as ações deveriam permanecer com ele.

Na peça, Textor afirma que a Eagle reconheceu em documentos internos de auditoria que o pagamento não foi realizado. Ele argumenta também que a própria SAF Botafogo teria confirmado, em momentos posteriores, sua condição de proprietário das ações.

João Paulo Magalhães e Montenegro

Além da Eagle, a ação direciona acusações a João Paulo Magalhães e Carlos Augusto Montenegro. Textor alega que ambos atuaram de forma coordenada para enfraquecer sua posição no Botafogo, influenciar negociações relacionadas ao clube e interferir em suas relações comerciais.

A petição também menciona reuniões e negociações envolvendo a empresária Michele Kang e representantes da GDA Luma, grupo que negocia a aquisição do controle da SAF Botafogo.

Por

Correspondente digital da Itatiaia no Rio de Janeiro. Formado na PUC Rio, já cobriu clubes e negócios do esporte, além de ter experiência como assessor de imprensa e editor de texto. Se o esporte move paixões, ele pode mudar vidas.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais