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John Textor garante liberdade a Davide como técnico: 'É o Ancelotti Way’

No Nilton Santos, o proprietário da SAF alvinegra participou da apresentação do jovem italiano Davide Ancelotti, nesta segunda (14), como técnico do Botafogo

John Textor em apresentação de Davide Ancelotti como técnico do Botafogo

Proprietário da SAF do Botafogo, John Textor participou da apresentação de Davide Ancelotti como técnico do Glorioso nesta segunda (14), no Rio de Janeiro. Durante a entrevista, o norte-americano garantiu que o novo treinador terá automonia para implementar as suas ideias, no que batizou de “Ancelotti Way”.

“Falamos sobre Botafogo Way. Agora, o Botafogo Way é o Ancelotti Way. Ele tem total liberdade de fazer o que quiser. Pode treinar os jogadores como quiser, implementar o modelo de jogo. A Botafogo Way é uma ideia de um futebol vistoso, da forma como gostamos de assistir. Davide pode pintar o quadro como quiser”, resumiu ele.

John Textor apostou em Davide Ancelotti, que fez parte da comissão técnica do pai Carlo Ancelotti desde 2012. Será a primeira experiência do italiano no comando de uma equipe profissional.

Como não foi regularizado a tempo, a estreia “não oficial” aconteceu no sábado (12), contra o Vasco, pelo Brasileirão. Nesta quarta (16), Davide deve ficar na área técnica contra o Vitória.

Confira, abaixo, outras respostas de John Textor nesta segunda-feira (14):

Escolha pelo Davide
“Tivemos um técnico muito inteligente. Eu gosto do sistema do Renato. Nós vimos como o estilo se adaptou ao longo do ano e não sentimos que estávamos jogando com a mesma ambição. É o primeiro trabalho dele, não me importo. A experiência dele é marcante no mais alto nível. Fez parte de um time histórico. Assistentes técnicos comandam treinos, estudam adversários, tudo o que é necessário ele vinha fazendo em um dos maiores clubes do mundo.”

Enxerga erros no início da temporada?
“Da minha parte, o que estou tentando fazer com o clube é subir degraus. O primeiro ano foi de sobrevivência. O problema é que os torcedores esperam bem mais do que isso. Nas primeiras semanas estávamos no G4 e todos já pensavam que pertencíamos a esse lugar. Fizemos melhor do que sobreviver, no ano seguinte jogamos em um nível melhor e agora temos expectativas maiores.

Todo ano, o que sofro é como gerenciar um elenco por 11 meses. Já falei publicamente sobre não gostar do calendário de 11 meses. Queremos testar os jovens e a torcida quer ver resultados. Isso é difícil de administrar. Olhando para trás, compramos o clube em março de 2022. Muitos acham que compramos antes, mas só conseguimos buscar jogadores em março e só tivemos quatro semanas para montar o time.

O Brito fez um excelente trabalho e chegamos a 2023. Na pré-temporada, os torcedores estão muito chateados, houve até um boicote. Usamos a pré-temporada para jogar com jovens e tentar entender o que tínhamos, usando o Carioca como pré-temporada. Vencemos 14 das 17 primeiras rodadas. Foi um início espetacular após uma pré-temporada horrível.

Eu sofro em entender como entregar vitórias na pré-temporada, ainda não tenho isso certo como dono. Também sofro com a mudança de técnicos. Foi muito difícil perder Luis Castro no meio da temporada, e tivemos uma série de treinadores, o que, obviamente, não terminou bem.

Com Artur Jorge, ótima experiência, títulos, mas foi muito claro que ele decidiu sair antes do fim da temporada. As notícias que saíram que não tentamos renovar não é verdade. Ele já tinha decidido. É difícil substituí-lo após a temporada histórica. Essa situação, eu posso fazer uma crítica por não contratar rápido, mas estávamos para o treinador permanente, o Abel Ferreira, uma relação de longo tempo, e isso impactou a pré-temporada. Não acerto na pré-temporada, mas ganhamos títulos. Agora, temos um técnico novo e esperamos que seja uma relação duradoura.”

Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.