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John Textor, dono da SAF do Botafogo, rebate pedidos de fair play financeiro no Brasil

Norte-americano classificou o que é feito na Europa como injusto e garante que o Alvinegro está dentro do permitido

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John Textor reclamou do pedido dos clubes pelo fairplay financeiro no Brasil • Vítor Silva/Botafogo

“Vamos começar com a definição de fair play financeiro, parece ser algo óbvio, todos querem fair play. Não é o que a expressão significa na Europa, se você for ao meu site verá que falo sobre isso. O termo fair play financeiro é uma fraude, porque não é justo o suficiente. Fala que os times só podem gastar 75% das receitas com salários de jogadores”, disse.

Segundo Textor, mesmo com os altos gastos do Botafogo na temporada, o clube está dentro do padrão e ele tem feito o que a Lei da SAF exige ao adquirir o futebol de uma instituição.

“Sobre o Brasil. Quero lembrar a todos que eu vim para cá por causa do conhecimento dos legisladores, que criaram a Lei da SAF. A Lei da SAF convidou os investidores estrangeiros, o dinheiro viria de fora para dentro do Brasil. Isso não é bom não só para o futebol, mas como para a economia brasileira. Eu assinei um contrato em que me exigia investir no clube, não apenas operar, mas investir fortemente no clube, nas estruturas, nos jogadores… A Lei da SAF exigiu que eu investisse, e eu estou investindo “, resumiu.

Por fim, o norte-americano voltou a reclamar da injustiça que é feita na Premier League com essas regras financeiras.

“Eles colocam outras palavras, como sustentabilidade, que há fair play financeiro porque se importam com seu clube. Na Premier League, você tem pequenos clubes adquiridos por mega bilionários, com muito dinheiro, mas eles não podem gastar. Só os grandes clubes, com os maiores orçamentos globais, são permitidos a gastar. Não é sobre sustentabilidade financeira para a saúde do clube, mas sim uma prática injusta, uma regra feita para permitir uma hegemonia, dos grandes clubes sempre serem dominantes”, completou.

Na temporada, o Botafogo gastou mais de R$ 300 milhões em reforços, o que fez com que outros clubes começassem a discutir sobre a questão.

Segundo o ge, nesta quarta-feira (4), uma Comissão Nacional de Clubes se reuniu para começar a debater o assunto. Entre os envolvidos estavam representantes do Fluminense, Fortaleza, São Paulo, Flamengo, Internacional, Palmeiras e Vasco.

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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.

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