John Textor desabafa e vê Botafogo 'melhor do que em fevereiro de 2024'
Na apresentação de Renato Paiva, novo técnico do Glorioso, empresário norte-americano responde críticas ao planejamento da SAF para o início de 2025

Depois de acompanhar a derrota do Botafogo na Recopa Sul-Americana, para o Racing-ARG no Nilton Santos, John Textor apresentou Renato Paiva como novo técnico do clube nesta sexta (28). Na entrevista, o proprietário da SAF alvinegra desabafou sobre as críticas de parte da torcida e defendeu o planejamento do departamento de futebol.
"Não acho que seja possível superar 2024. Foi um ano histórico. Uma dobradinha. Uma temporada histórica. Acredito que o time que temos agora é mais forte do que o time que tínhamos em fevereiro de 2024. Estamos adiantados em perspectiva disso", analisou John Textor.
A confiança de John Textor baseia-se na experiência vivida em 2024, quando o Botafogo também teve resultados ruins no Campeonato Carioca e contratou Artur Jorge apenas em abril, dias antes do início da fase de grupos da Libertadores.
Em 2025, Textor, outra vez, optou pela "calma" na busca por um treinador. Foram 54 dias entre a saída de Artur Jorge, campeão brasileiro e da Libertadores, e o acerto com Renato Paiva.
Confira, abaixo, mais respostas de John Textor, proprietário da SAF do Botafogo:
Protestos da torcida do Botafogo
"Eu não estava ciente dos protestos, não vi as faixas. Eu vou falar com o pessoal da segurança para que não barre isso, fisicamente, esse tipo de manifestação. Eu fiquei chocado com alguns protestos porque foram muito pessoais. Não me afeta. Eu não ligo. Eu não quero reprimir as emoções, mas vi jovens, mulheres me fazendo gestos horríveis, ofendendo de maneira pessoal. Sei que a maioria da torcida aprova o nosso projeto. A minoria agressividade sempre será a minoria agressiva. Vamos conversar com a segurança. Se eu viesse aqui em 2021, e fizesse uma proposta a todos torcedores: "Vou investir no clube e vou garantir quatro títulos em 15 temporadas", dariam tudo para eu investir no clube. Nós vamos ganhar em um ano e vamos perder no próximo. Ninguém tem o direito racional de se comportar dessa forma. Todos na família Botafogo queriam estar perto de Flamengo e Palmeiras, entre os grandes times. Estamos entregando isso e vamos ignorar o barulho."
Janela de transferências
"Não acho que seja possível superar 2024. Foi um ano histórico. Uma dobradinha. Uma temporada histórica. Acredito que o time que temos agora é mais forte do que o time que tínhamos em fevereiro de 2024. Estamos adiantados em perspectiva disso. Nós perdemos uma possibilidade de jogador. Os rumores sobre Wesley, alguns são verdadeiros. Tenho uma ótima relação com o Al Nassr. Achei que tínhamos uma chance, mas não foi finalizado. Espero que um dia voltemos nisso. Me sinto bem em relação à janela de transferências. Estou feliz com o que temos."
Peso das derrotas no início em 2025 e planejamento
"Eu posso sentir pelos torcedores, mas eu tomei a decisão de fazer diferente porque acho que o balanço é positivo. Não acredito ser possível ter uma temporada de 11 meses. Não somos nem uma corporação madura. Ainda temos uma significativo fluxo de entrada e saída para sermos uma liderança estável. O Flamengo e o Palmeiras já são. Têm bases consolidadas. Os torcedores precisam avaliar o peso das coisas. Estamos em um período de glórias em comparação aos últimos 35 anos. Fomos campeões da América, mas não somos campeões constantes ainda. Pode doer, mas somos campeões da América. Não pode doer tanto.
Nós tivemos sucesso em transformar 35 anos de desespero em ganância. Ganhamos o Brasileirão e a Libertadores e agora temos que vencer o Flamengo e o Vasco. Tem um idiota na TV falando que o clube está ruindo. Estou tentando transformar uma cultura vencedora no clube. A carta de uma das minhas torcidas favoritas, a Jovem, é de perdedores. Nós somos os campeões da América do Sul e do Brasil até o fim do ano. Quando seus amigos forem zoar por derrotas na pré-temporada, lembre que os troféus são nossos. Eu não sei porque uma mulher, cercada por vários torcedores que me apoiaram, me deu o dedo do meio. Estamos construindo uma cultura vencedora."
Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



