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Interino do Botafogo sai em defesa de Mazzuco e elenco: 'Estou aqui por eles'

Contratado como auxiliar técnico em janeiro, Fábio Matias comanda o Glorioso como interino desde a demissão de Tiago Nunes, em 22 de fevereiro

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Fábio Matias no comando do Botafogo pela Copa Libertadores • Vítor Silva/Botafogo

No comando interino do Botafogo desde 22 de fevereiro, Fábio Matias foi um dos responsáveis pela classificação do clube para a fase de grupos da Libertadores. Desde que assumiu a função, o profissional adotou o discurso de página virada em relação em 2023, e o repetiu nesta quarta (13), após o empate com o Bragantino.

Em uma de suas respostas, por exemplo, Fábio Matias referiu-se aos xingamentos a André Mazzuco, diretor de futebol, e Alessandro Brito, Head Scout do clube, no fim de semana, em partida da Taça Rio. O auxiliar técnico saiu em defesa da diretoria e ressaltou o trabalho feito na montagem do atual elenco do Botafogo.

"Um ponto que preciso expor aqui é que teve uma situação muito chata no último fim de semana, em relação aos nossos gestores. Nós precisamos mudar a chave. Eu só estou aqui hoje por eles, porque eles tiveram a capacidade de ler esse processo. Os atletas estão aqui por causa deles, por causa do Mazzuco, do Alessandro… Precisamos entender isso. É difícil a construção, estamos reconstruindo uma série de coisas. Talvez há uns três ou quatro anos atrás se tivesse proposta eu não viria para cá", disse Matias.

"O melhor lugar de todos é aqui. É um clube que tem um cara que tem uma mente sensacional à frente, que é o John (Textor), que visualiza coisas que muitos não enxergam… Tem o Thairo (Arruda, CEO) também. Peço novamente ao torcedor que tenha paciência e calma, que aos poucos as coisas vão se ajustando. Sabemos o quanto o torcedor sofreu, e hoje estamos passando por um processo de reestruturação. Esses caras que estão à frente do processo são muito bons, os jogadores são muito bons", completou.

A classificação para a fase de grupos alivia a pressão sobre o Botafogo, que não teve um bom início de Campeonato Carioca e ficou fora das semifinais. Neste domingo (17), o Glorioso entra em campo pela Taça Rio, diante do Sampaio Corrêa, e deve ter equipe alternativa pelo jogo de volta, após a vitória por 2 a 1 na ida.

Trabalho de Pedro Caixinha no Bragantino

"Falei para o Caixinha que adoro o trabalho dele, acompanhei de perto. Dentro do contexto dos trabalhos do Brasil é um dos melhores. Muitas vezes o trabalho não se mede por derrotas ou vitória, mas por sequência. Sabíamos que teríamos um jogo difícil hoje e que o Bragantino teria 25 minutos de pressão, nós tentamos equilibrar as coisas. A gente tem trabalhado as questões de jogo ofensivo, mas isso demora um pouco a se desenvolver. É um baita clube que enfrentamos hoje."

Análise da partida

"Quando tivemos um jogador a menos precisamos de algo a mais, os jogadores uniram as forças. As substituições deram certo e os jogadores entenderam o jogo. Nós até voltamos melhor do segundo tempo, não sofremos a mesma pressão dos 20 primeiros minutos, mas tivemos a infelicidade da expulsão, isso mudou a característica do jogo, aí tivemos que fechar os corredores. A entrada de todos nos ajudou a conquistar (a classificação)."

Trabalho feito para recuperação emocional do Botafogo

"Nenhum. Acho que isso estava inserido dentro dos atletas. Os atletas, quando a gente começa o trabalho, entende que precisa arrumar e organizar algumas coisas. O trabalho do Tiago estava sendo bem feito, mas estava no modo oscilação, nós organizamos isso. Eu não vivi o passado, eu vivo o presente. Estou vivendo do dia 7 (de janeiro) em diante, tudo que acontecendo é do dia 7 em diante.

Eu não estava presente, nós precisamos interpretar isso. Eu vendo algo para esses jogadores e eles compraram. E eles acreditam de forma fiel. A gente está conseguindo ter rodagem do grupo, é importante ressaltar isso. Domingo já tem uma nova batalha, a Taça Rio é importante por causa da Copa do Brasil. Depois, tem Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores.

Não vejo detalhes ou coisas fundamentais. Esses caras trabalham demais, o grupo é comprometido. A gente consegue ser imbatível através do esforço de todos. Imbatível? Talvez não, uma hora vamos perder, mas é algo que faz parte do processo. O que passou, passou. Vida nova."

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.