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'Estou disposto a trabalhar com a GDA', diz John Textor sobre o Botafogo

Empresário defende reconciliação com investidores, contesta decisões judiciais envolvendo a SAF alvinegra e afirma que tem soluções para recolocar a equipe no caminho das conquistas

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Ex-dono da SAF do Botafogo, John Textor concedeu entrevista exclusiva para a Itatiaia
Ex-dono da SAF do Botafogo, John Textor concedeu entrevista exclusiva para a Itatiaia • Reprodução / Itatiaia

John Textor, empresário responsável pela compra da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, em 2022, afirmou estar disposto a trabalhar com a GDA em benefício do clube carioca. Em publicação no X (antigo Twitter), nesta terça-feira (27), o norte-americano defendeu uma reconciliação entre as partes envolvidas na disputa pelo controle da SAF e disse que não aceitará que o futuro do Glorioso seja definido sem sua participação.

No texto, Textor também comentou o andamento das questões judiciais envolvendo a propriedade das ações do Botafogo. Segundo ele, uma decisão da Justiça dos Estados Unidos reconheceu seu direito sobre os papéis, e o empresário busca o reconhecimento dessa determinação no Brasil, além da anulação de atos corporativos que considera ilegais.

“Estou disposto a trabalhar com a GDA como credor ou investidor em benefício do Botafogo, se Gabriel tiver um interesse genuíno no clube. Mas não permitirei que o futuro do clube seja decidido sem mim”, escreveu.

A manifestação ocorre em meio ao impasse envolvendo Textor, a GDA e Gabriel de Alba. O empresário afirmou ter exigido formalmente que a empresa e seu representante deixem de interferir no que considera ser sua propriedade da SAF alvinegra. Ele também questionou a validade de uma assembleia de acionistas e criticou a demora da Justiça brasileira para analisar medidas relacionadas à disputa.

“Espero que as decisões judiciais em ambos os meus países sejam respeitadas, mas entendo que o clube não pode permanecer em limbo indefinidamente”, declarou.

Textor defende união para recuperar protagonismo do Botafogo

Além das questões jurídicas e societárias, Textor direcionou parte da mensagem à situação esportiva do Botafogo. O empresário afirmou que o clube precisa superar as divergências internas para voltar a conquistar títulos e atribuiu parte das dificuldades recentes à falta de união entre os envolvidos na gestão.

“Isso não tem nada a ver com nossos jogadores fantásticos, nosso técnico estimado ou nossa equipe leal, que luta todos os dias por vocês — não estamos vencendo porque nossa família não está unida”, escreveu.

Textor também relembrou as conquistas recentes do clube e citou o trabalho desenvolvido nas categorias de base desde o início de sua gestão. Segundo ele, a estrutura de formação passou a ser reconhecida por seus padrões, enquanto os jovens jogadores ganharam valorização no mercado.

O empresário destacou ainda os títulos conquistados pelo Botafogo e mencionou a campanha de 2024, quando o clube venceu a Copa Libertadores, em Buenos Aires, no dia 30 de novembro, e o Campeonato Brasileiro. Para Textor, a divisão entre os envolvidos afastou o clube daquele período de sucesso.

“Campeonatos são feitos de amor, não de divisão ou ódio — e o futuro do Botafogo deve ser construído juntos”, afirmou.

Empresário faz convite a investidores

Ao longo da publicação, Textor reiterou que possui recursos financeiros e parceiros experientes para apresentar alternativas que permitam superar o conflito. Ele também afirmou ter convidado Gabriel de Alba diversas vezes para conversar e defendeu que as partes deixem as diferenças pessoais de lado.

“Eu sou o proprietário, mas respeito seu investimento. Nunca deveríamos ter permitido que nos dividíssemos, e nunca é tarde para deixar nossas diferenças para trás”, declarou.

O norte-americano encerrou a mensagem com um apelo aos torcedores, a quem pediu que manifestem seus sentimentos e apoiem uma tentativa de reunificação. Textor demonstrou confiança de que o Brasil reconhecerá as decisões judiciais dos Estados Unidos e afirmou acreditar que o clube voltará ao seu controle.

“Confiante de que o Brasil respeitará as decisões dos EUA e em breve devolverá o clube a mim, convido Gabriel, JP e Carlos a colocarem o clube acima de nossas diferenças pessoais”, escreveu.

Ao finalizar, Textor reforçou o desejo de reconstruir a relação entre os envolvidos na administração do futebol alvinegro e recuperar o ambiente que, segundo ele, marcou a temporada de 2024. “É hora do Botafogo novamente”, concluiu.

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Rômulo Giacomin é repórter multimídia da Itatiaia. Formado pela UFOP, tem experiência como repórter de cidades da Região dos Inconfidentes, e, na cobertura esportiva, passou por Esporte News Mundo, Estado de Minas, Premier League Brasil e Trivela.

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