Especialista faz crítica e chama campeonatos estaduais de 'ultrapassados'
Amir Somoggi, sócio da Sports Value, é o convidado do CNN Esportes S/A deste domingo (9)

Em uma análise contundente, Amir Somoggi, sócio da Sports Value, questionou a relevância e a sustentabilidade dos campeonatos estaduais no Brasil. A declaração foi feita durante sua participação no programa CNN Esportes S/A, que foi ao ar na noite deste domingo (9).
Somoggi não poupou críticas à estrutura atual dos estaduais, classificando-os como "ultrapassados" e ineficientes em termos de retorno financeiro para os clubes.
"Eu sou o maior crítico dos estaduais. Essa visão é uma visão ultrapassada no sentido de que quem é campeão estadual quase sempre é o mesmo que é o campeão brasileiro", afirmou o especialista.
Baixa rentabilidade e desinteresse do torcedor
Um dos pontos centrais da crítica de Somoggi é a baixa rentabilidade dos campeonatos estaduais, especialmente em comparação com o Campeonato Brasileiro.
O empresário argumentou que os valores pagos aos clubes nos estaduais são "irrisórios" e que, ao longo do ano, essa diferença de receita impacta o desempenho das equipes nas competições nacionais.
"O Paulista paga por mês um valor irrisório em relação ao que acontece a partir de abril a maio, com o Brasileirão. Será que se tivesse mais dinheiro na conta desses clubes desde fevereiro até dezembro, não daria para ter sido o campeão brasileiro?", questionou Amir Somoggi.
Além da questão financeira, o especialista também apontou para o baixo interesse do torcedor nos campeonatos estaduais.
"Tem uma outra questão que são dados do Ibope: o estadual é a quinta competição que o torcedor mais dá valor. Então, por mais que ele seja campeão, no mês seguinte ele já nem lembra mais", ressaltou Amir Somoggi.
Propostas e alternativas
Diante desse cenário, Amir Somoggi defendeu a necessidade de repensar o modelo atual dos campeonatos estaduais e questionou a relevância de manter essas competições para times de elite, que já disputam a Libertadores e a Copa do Brasil, além de propor a criação de um "Brasileirão" para as séries D, E e F, nos moldes do que acontecem na Europa.
"Vamos fazer um Brasileirão, por exemplo, da série D, série E, série F, como é na Europa, onde você não tem essa regionalização, porque o jogo que vale é você também poder ter um orçamento", concluiu o especialista.
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