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Clubes paulistas divulgam união para eleição da CBF, mas não definem candidato

São 11 participantes do Estado nas Séries A e B que poderão votar na eleição determinada pela Justiça

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Clubes brasileiros terão três janelas para contratações em 2025 • Divulgação/CBF

Os 11 clubes de São Paulo que participarão das Séries A e B do Campeonato Brasileiro em 2024 se reuniram nesta segunda-feira (18), na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), na capital paulista, para conversar sobre o panorama político para a eleição na CBF que foi determinada pela Justiça. Ainda não há data para o pleito, mas deve ocorrer até 25 de janeiro.

Estiveram no encontro representantes de Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Red Bull Bragantino, Guarani, Ponte Preta, Novorizontino, Botafogo-SP, Mirassol e Ituano. Fazem parte do colégio eleitoral da CBF as 27 federações estaduais, os 20 clubes da Série A e os 20 da Série B no ano da eleição.

O grupo deixou a FPF com alguns pontos definidos, apurou a Itatiaia, e outros a decidir:

  1. O trabalho será para existir uma candidatura única, que mostre união das instituições do futebol brasileiro;
  2. Não houve consenso em apoiar uma nova eleição de Ednaldo Rodrigues, presidente afastado por decisão judicial. Alguns dos dirigentes presentes não querem a recondução dele por entender que o momento seria de um novo nome, que revigore a CBF.

"A Federação Paulista de Futebol, Botafogo-SP, Corinthians, Guarani, Ituano, Mirassol, Novorizontino, Palmeiras, Ponte Preta, Red Bull Bragantino, Santos e São Paulo se reuniram nesta segunda-feira para tratar do momento do futebol brasileiro e suas perspectivas. Ficou decidido por unanimidade que caminharemos juntos em relação ao processo eleitoral da CBF, visando um projeto moderno para o futebol nacional. Paralelamente, buscando a unidade do futebol brasileiro, reafirmamos nosso desejo de união de todos, federações e clubes, e da construção de uma liga única", afirmou o grupo, em nota.

Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, era vice na diretoria executiva da CBF que foi afastada. Na semana passada, em entrevista ao UOL, o dirigente disse que apoiaria Ednaldo.

Em 7 de dezembro, o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) determinou o afastamento de Ednaldo Rodrigues do comando da CBF, colocou o presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), José Perdiz de Jesus, como interino e determinou a realização de eleições em até 30 dias úteis.

Rodrigues recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas não conseguiu derrubar a decisão do TJ. A Fifa avisou a diretoria interina da CBF que não aceita interferência de terceiros a seus filiados e que enviará representantes ao Brasil em janeiro para acompanhar o processo eleitoral. Apesar da ameaça, não há risco de a CBF ser suspensa.

Entenda o afastamento de Ednaldo

O processo que causou o afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF está ativo desde 2018, por iniciativa do Ministério Público do Rio de Janeiro, ainda referente à eleição de Rogério Caboclo, antecessor de Ednaldo.

O MP questiona o estatuto da confederação por estar em desacordo com a Lei Pelé porque prevê pesos diferentes para clubes nas votações para a escolha dos presidentes. Os dirigentes das 27 federações estaduais têm peso 3 na votação, contra peso 2 dos 20 clubes da Série A e peso 1 dos 20 da B.

A Justiça anulou em 2021 a eleição de Rogério Caboclo e determinou uma intervenção na CBF, nomeando Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), como os interventores. Essa decisão foi cassada pouco tempo depois.

A CBF e o Ministério Público fizeram um acordo extrajudicial e assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O estatuto mudou e os pesos nos votos dos times das séries A e B ficaram iguais. Na nova eleição, em 2022, Ednaldo Rodrigues, que estava como presidente interino, foi eleito para um mandato completo de quatro anos, até março de 2026.

Gustavo Feijó, que era vice na época de Caboclo, acionou a 2ª instância. O pedido era que o TAC fosse anulado, e Ednaldo afastado, alegando que o juiz de 1ª instância não tinha atribuição para homologar o documento. Foi isso que foi acatado em 7 de dezembro pelo TJ-RJ.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

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