Fortaleza é punido por briga, e final do Cearense pode ser com portões fechados
Ceará, que também teve confusão entre seus torcedores, também será julgado; se os dois times forem finalistas, decisão pode ser sem torcida

A 1ª comissão disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Ceará puniu o Fortaleza, em julgamento realizado nesta terça-feira (11), com a perda de dois mandos de campo no Campeonato Cearense. Isso significa que o clube terá que jogar de portões fechados seus dois próximos compromissos, a volta da semifinal e seu jogo como mandante na final, caso avance.
O clube vai recorrer ao Pleno (segunda instância) do Tribunal. A punição não tem relação com as brigas entre facções organizadas do Leão e do Ceará, no sábado (8), antes do Clássico-Rei, mas por causa de um confronto entre os próprios torcedores do Fortaleza, em jogo contra o Horizonte, no dia 25 de janeiro.
O Ceará também deve ser julgado por causa de confusão entre seus torcedores, em 26 de janeiro, em partida contra o Ferroviário no estádio Presidente Vargas. Caso tenha uma punição igual à do Fortaleza, as finais do Campeonato Cearense, nos dias 15 e 22 de março, podem ser com portões fechados, ou seja, sem torcedores, caso se confirme o Clássico-Rei.
A informação do resultado do julgamento foi revelada pelo Diário do Nordeste, e confirmada pela Itatiaia. O Fortaleza também foi multado em R$ 30 mil. O Horizonte, mandante do jogo da briga, também perdeu um mando, e terá que atuar com portões fechados em seu confronto em casa contra o Maracanã, pelas quartas de final, no próximo domingo (16).
O artigo da denúncia da procuradoria foi o 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punição a quem deixa de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordem, invasão de campo ou arremesso de objetos no campo de jogo.
As quatro principais torcidas de Ceará e Fortaleza já estão proibidas de entrar nos estádios usando qualquer material que faça alusão a elas, como camisas, bandeiras e instrumentos musicais.
Estão suspensas a Torcida Organizada Cearamor (Toc) e o Movimento Força Independente (Mofi), do Ceará, e Leões da TUF e Jovem Garra Tricolor (JGT), do Fortaleza.
Veja a nota na íntegra do Fortaleza:
O Fortaleza Esporte Clube vem a público informar que irá recorrer da decisão do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Ceará (TJDFCE) que resultou na perda de dois mandos de campo a serem cumpridos no Campeonato Cearense 2025.
A diretoria do clube considera que a decisão foi arbitrária e prejudica o tricolor.
O Fortaleza Esporte Clube, nesse mesmo sentido, registra a lamentável atuação dos auditores da Primeira Comissão Disciplinar do TJDF-CE, que condenaram, por unanimidade, o FORTALEZA EC a pena de perda de mandos de campo, que sequer foi pedida pelo órgão responsável pela acusação no Tribunal.
Além disso, a mesma Comissão julgadora inexplicavelmente RECUSOU sem nenhum motivo plausível, o PEDIDO DO FORTALEZA EC para que o Delegado da DRACO-PCCE, Dr Alisson Gomes, chefe das investigações acerca das recentes brigas de torcida, fosse ouvido, para esclarecer o trabalho realizado pela Polícia Civil, na bem sucedida identificação dos indivíduos, que efetivamente causaram o lamentável tumulto.
O Fortaleza Esporte Clube mostrou responsabilidade ao tomar todas as medidas diante do ocorrido. O Clube ainda é favorável a despeito das ações e medidas que estão sendo feitas pelos órgãos de segurança pública. O Fortaleza é totalmente a favor que os indivíduos identificados nos atos de violência não tenham a possibilidade de entrar em nossos jogos. Historicamente o Fortaleza possui uma torcida presente, que enche os estádios e não se pode privar a grande maioria pelos atos de violência de alguns indivíduos.
O Fortaleza Esporte Clube está confiante de que a justiça será feita e que os direitos do clube serão respeitados para que seu torcedor possa comparecer e apoiar o time nos jogos da semifinal, e em caso de vitória, da final.
O clube informa que manterá a transparência sobre o andamento do recurso e se manifestará novamente quando necessário.
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



