Belo Horizonte
Itatiaia

Súmula de Atlético-GO x Bahia tem agressão ao árbitro e 'chuva' de expulsões

Luciano da Silva Miranda Filho (CE) relatou ter recebido um chute nas costas de um funcionário do dragão

Por
Arbitragem de Atlético-GO x Bahia foi comandada por Luciano da Silva Miranda Filho, do Ceará • Ingryd Oliveira/ACG

O final de jogo entre Atlético-GO e Bahia, nesta quarta-feira (24), pela 19ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, foi protagonizado por uma enorme confusão. O Esquadrão de Aço fez o gol que determinou o 1 a 1 no placar no último minuto e, após o apito final, os jogadores do Dragão foram indignados para cima da arbitragem.

A súmula aponta que o árbitro Luciano da Silva Miranda Filho, do Ceará, foi agredido por um dos funcionários do time da casa. Ralf Alves, membro da comissão técnica rubro-negra, teria desferido um chute nas costas do profissional. Além disso, a torcida do Atlético-GO arremessou copos com líquidos na direção do árbitro.

Dois jogadores do Dragão foram expulsos após o término da partida: Emiliano Rodríguez, "ao puxar minha camisa com brutalidade e força excessiva quando a partida", diz a súmula, e Guilherme Romão, ao dar-me um empurrão pelas costas com brutalidade e força excessiva. Os dois cartões vermelhos não foram apresentados no campo de jogo.

Entenda a polêmica

A polêmica começou com a expulsão do zagueiro Alix, aos 51 minutos do segundo tempo. Quando o placar ainda estava 1 a 0 para os donos da casa, jogador achou que o árbitro tinha apitado o final da partida e tirou a camisa para comemorar o resultado. No entanto, Luciano da Silva Miranda Filho apontava, na verdade, um impedimento do ataque do Atlético-GO.

Como já tinha cartão amarelo, Alix recebeu o segundo e foi expulso, o que gerou revolta em seus companheiros de equipe. No minuto seguinte, o Bahia empatou.

Técnicos detonam arbitragem

Por motivos diferentes, os técnicos dos dois clubes detonaram a arbitragem. Para Vagner Mancini, Luciano da Silva Miranda Filho errou ao deixar o jogo seguir por mais tempo após a marcação do impedimento no campo de defesa do Bahia.

"Estou, sinceramente, perplexo até agora. Não dá para entender o que o árbitro quis fazer no fim do jogo. Ele deu seis minutos a mais e depois deu mais um minuto de jogo. Aí sai um impedimento e faltavam 20 segundos. O Bahia bate a infração e ele (árbitro) manda voltar. Nisso, estourou o tempo. Na viagem da bola, se ele fosse um árbitro preparado para a Série A, ele acabaria o jogo. Ele proporcionou a maior injustiça que eu vi nos últimos tempos", afirmou, em entrevista coletiva.

"Ele quis deixar bater uma falta e ainda expulsou um jogador nosso (Alix). O estádio inteiro viu que o Alix achou que o jogo havia acabado. Ele expulsou, foi confuso na marcação e deu a entender que o jogo havia acabado. Eu também achei que a partida tinha terminado. No lance do gol (do Bahia), a bola caiu na lateral e ele deu sequência. O despreparo dele é tão grande que ele pagou para ver e saiu o gol do Bahia. É um balde de água fria em cima de uma bela atuação do Atlético-GO", completou.

Rogério Ceni discorda. O técnico acredita que a arbitragem prejudicou o Tricolor em outro lance, aos 35 minutos do segundo tempo. Após Jean Lucas desviar a bola de cabeça e ser derrubado, Luciano apitou a falta na entrada da área. O detalhe é que a bola sobrou nos pés de Rafael Ratão, que ia marcando o gol de empate. Por conta da marcação, o tento foi anulado.

"Ele achou que o Atlético foi prejudicado hoje aqui? Você tá louco, cara. O Jean Lucas ganha a bola de cabeça, o Ratão ia fazer o gol e ele deu a falta. O cara se atrapalhou. Estava nervoso. O que acontece com todo mundo. Eu, quando era garoto e fui jogar meu primeiro jogo, também estava nervoso. Ele errou. Mas não prejudicou o Atlético-GO", disparou.

O comandante ainda completou, acerca do lance no final do jogo: "O gesto é claro de impedimento. Confundiu, acontece. Poderia nem ter sido expulso. Acho até que foi exagerado. Mas o jogo correu até o minuto que foi certo. O árbitro travou um gol nosso. Por que ele deu falta naquele lance? Por inexperiência, por não estar pronto. Veio apitar e não foi bem. Xingaram. Fazer o quê? Foi merecido. Ele não fez uma boa arbitragem. Mas em momento nenhum ele prejudicou o Atlético-GO. Vejo lances errados para os dois lados".

Situações na tabela

Com o resultado, o Bahia terminou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro na sétima colocação, com 31 pontos. Já o Atlético-GO é o lanterna da competição, com apenas 12.

Por

Nuno Krause é repórter de política da Rádio Itatiaia. Antes, ficou dois anos no portal Itatiaia Esporte. Formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), acumula passagens também por Bahia Notícias, Jornal A TARDE e Rádio Salvador FM.

Acompanhe Esportes nas Redes Sociais