Botafogo e Internacional se despedem do ídolo Manga: ‘Gigante sob as traves’
Ex-goleiro morreu nesta terça-feira (8), aos 87 anos, no Rio de Janeiro; Manga é referência na história das duas equipes brasileiras

Clubes de tradição no futebol brasileiro, Botafogo e Internacional se manifestaram pelas redes sociais nesta terça-feira (8) e lamentaram a morte do ex-goleiro Manga. Ele tinha 87 anos e estava internado no Rio de Janeiro em meio ao tratamento de um câncer de próstata.
“Além dos títulos e defesas memoráveis, Manga também teve um papel fundamental na construção do legado de goleiros negros na história do Botafogo, abrindo caminhos e inspirando gerações. Neste momento de dor, o Botafogo se solidariza com os familiares, amigos e torcedores. Obrigado por tudo, Manga. Seu nome está eternizado na história do Glorioso”, diz trecho do comunicado do Botafogo.
“Ídolo inesquecível, Manga foi peça fundamental na história colorada, conquistando dois Campeonatos Brasileiros (1975 e 1976) e três Campeonatos Gaúchos (1974, 1975 e 1976). Sua atuação na final do Brasileiro de 1975, jogando com dois dedos quebrados, simboliza a coragem e a entrega que o tornaram um dos maiores goleiros da nossa história”, destacou o Internacional.
Manga fez história com defesas memoráveis e uma carreira vitoriosa que o transformou em ídolo por onde passou. No Botafogo, clube que defendeu entre 1959 e 1968, foi peça fundamental em duas gerações históricas, conquistando os títulos cariocas de 1961, 1962, 1967 e 1968.
Atuou ao lado de lendas como Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho e Didi, ajudando a construir a era de ouro do Glorioso.
Após deixar o clube carioca, brilhou com a camisa do Internacional, onde foi tricampeão gaúcho (1974, 1975 e 1976) e bicampeão brasileiro (1975 e 1976), além de se tornar um símbolo de segurança e liderança. No cenário internacional, marcou época no Nacional do Uruguai, sendo campeão da Copa Libertadores e do Mundial Interclubes em 1971, além de quatro títulos uruguaios.
Manga também levantou troféus pelo Barcelona de Guayaquil, no Equador, e pelo Sport, em Pernambuco, onde conquistou três campeonatos estaduais. Pela Seleção Brasileira, foi titular na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra.
Marca registrada
Reconhecido pelo estilo ousado e corajoso, ficou famoso por atuar com mãos limpas, sem luvas. O presidente do Botafogo, João Paulo de Magalhães Lins, lamentou profundamente a perda do ídolo e anunciou que o Salão Nobre de General Severiano estará à disposição para o velório.
Jornalista formado na PUC Minas. Experiência com reportagens, apresentação e edição de texto em televisão, rádio e web. Vivência em editorias de Cidades e Esportes.
Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - UniBH. Já atuou em diversas áreas do jornalismo, como assessoria de imprensa, redação e comunicação interna. Apaixonado por esportes em geral e grande entusiasta de games.




